terça-feira, 29 de abril de 2014

Rapidinhas - 02 - Crescimento ou aumento de igrejas?

Por Carlos Chagas


É tão interessante quando se vê pregadores valorizando, em suas pregações, o missionário (evangelista) e, no fim das contas, o que vemos é o crescimento das igrejas (templos) por meio de brigas, rachas, cismas, etc.

Afinal, será que tal aumento do número de igrejas tem sido proporcional ao crescimento qualitativo do cristianismo? Quantas desculpas serão necessárias para ocultar que uma igreja nasceu após um desentendimento com um líder, um membro, uma ideia, etc? Se o céu é o local da comunhão dos santos por que a igreja não está representando isso direito? É, pensar dói e provoca.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Tarefa da Teologia

Por Carlos Chagas

Este artigo faz parte da série O que é ser cristão? Caso queira acessar o índice clique aqui.



Sabe-se que não só os teólogos possuem a verdade. Ninguém, como disse Agostinho, tem a verdade, para que ela seja de todos. Assim, para todos que a buscam esta pode ser alcançada. 

No que tange à verdade sabe-se que o niilista não pode negar a dura realidade humana com a ajuda da Bíblia e nem o ateu pode falar ou negar Deus recorrendo apenas à Bíblia. Em detrimento da busca por explicações através do além ficamos muito no aquém dando margem a uma teologia por demais natural. Mas por mais que se tente praticar uma teologia natural/racional ainda fica claro que a fé cristã está além da razão pura, uma vez que a confiança em Deus nasce da fé e esta não se baseia na razão pura. Logo, para se achegar a Deus o homem recorre à ousadia renovada na confiança, a qual jamais se apoderará de Deus, antes o discriminará integralmente tal como é. Esta é a busca do homem em resposta ao seu Sitz im Leben. 

Ciências de cunho antropológico obrigam a teologia a uma resposta. Mas esta não pode ser considerada uma teologia natural uma vez que se desvencilha de uma razão autônoma dando lugar à confiança (fé), portanto, além de mera razão, entregando ao homem a possibilidade de domesticação de Deus. 

Assim, saindo da estressante dogmática, partir-se-á ao Evangelho, tendo este como o critério decisivo para o cristão. E deste Evangelho o que se pode constatar é a manifestação de Deus por parte Dele próprio na espera de que o homem, ao menos, reconheça a necessidade de abertura a Ele para que sua transformação inicie e parta para o próximo. 

Cabe também à teologia caminhar junto com as demais ciências não pretendendo uma interpretação total da realidade. Assim sendo, não é só uma crítica da teologia vigente e praticada mas uma autocrítica, o que também se exige de qualquer outra ideologia. Nesta mútua caminhada ficará claro que a realidade, ainda que única, pode se apresentar como várias, dependendo do ponto de vista sob o qual se apresenta e, quando entendida esta multiforme realidade, a conceituação da mesma será mais eficaz. 

Vale lembrar que ao teólogo ou à teologia não lhes cabe serem donos da verdade. Pelo contrário, a teologia deve ser uma crítica com pretensões à verdade. A teologia se abre à perguntas ainda que a igreja, para a qual sua razão de existência aponta, não queira ou aceite. A teologia abre o caminho e acesso inteligível entre homem e Deus. Mas ao teólogo cristão cabe o desafio: Como destacar a mensagem cristã diante das religiões universais e se apresentar como válida? 

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Cuidado com o que você joga ao mar

Por Carlos Chagas



Cuidado com o que você faz com o mundo que habitas!

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terça-feira, 8 de abril de 2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

001 - Cartão de crédito gospel

Por Carlos Chagas

(Clique na imagem para ampliá-la)




Afinal de contas, o que a Igreja tem a ver com empréstimos? Perguntinha capciosa. E são tantas coisas que ainda bem antes da igreja primitiva cristã do NT, no AT já se tratava de religião e empréstimos. E resumindo qual é o grande problema nisso tudo? Os famosos juros.

Nunca foi segredo para ninguém que o grande sentido de se existir o empréstimo foi os juros. Afinal, para que emprestar se não ganharei nada com isso? O problema é que muitos se beneficiaram e ainda se beneficiam com os mesmos. Provas bíblicas se tem aos montes. Trechos bíblicos trabalham na tentativa de se conter os abusos:

"Não tomarás dele nem juros nem ganho" (Lv 25.36-38)

"Não emprestando com usura, e não recebendo mais do que emprestou" (Ez 18.8)

Se no AT, que era uma época em que a moeda corrente eram grãos de cereais e já haviam os que roubavam de outros imagina hoje que existe uma moeda corrente e global? É fato que os trechos estão isolados do contexto mas numa revisão aprofundada será constatado que os empréstimos sem juros eram feitos aos "seus", ou seja, entre os israelitas, dentre os quais a religião conhecida hoje como "judaica" era algo em comum assim como seu Deus. Mas para os de "fora", também chamados de "estranhos", os juros não seguiam regras, ou seja, podiam ser abusivos.

Ao chegar no NT o leitor percebe que Jesus Cristo reelabora uma nova leitura da lei, a qual dá origem aos princípios cristãos. Jesus diz: "E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso?" (Lc 6.34). Resumidamente Jesus mostrou que a religião não serve somente aos de dentro mas mais ainda aos de fora. O meu próximo é mais importante.

Mas ainda sim os empréstimos não foram abolidos por Jesus, todavia mais monitorados com princípios:

"É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus" (Mc 10.25)

Perceba que Jesus não disse que um rico não vai para os céus. Entretanto sua entrada é difícil. Por quê? Porque grande parte da riqueza de um rico se dá pela injustiça da economia implacável onde o rico dita e o pobre obedece.

Mas este artigo ainda não chegou onde deseja. O que se quer dizer aqui? Durante a história bíblica se viu uma repetição de erros:

No AT israelitas não cobravam juros entre si, mas dos "estranhos" e Jesus os advertiu.

No NT cristãos não cobravam juros entre si, mas dos "judeus", pois estes eram considerados para eles os "estranhos".

No período pós-bíblico:

A Igreja Católica Romana Medieval se enriqueceu com o Sistema Feudal (e não foi só com este!) cobrando de seu vassalo mais do que o justo não dando chance para o crescimento econômico do mesmo. Surge a Reforma.

Na caminhada, reformadores esquecem seus princípios reformados e praticam na atualidade (agora os evangélicos) algo parecido com que a Igreja Católica Medieval praticava. Não a vassalagem mas com o mesmo ideal. Tornando-se credora a Igreja Evangélica importa para si os princípios econômicos dos bancos atuais e passam a "emprestar" com juros dinheiro aos seus "fiéis" (vítimas?). Com isso o papel da Igreja perde sentido e passa a ter caráter punitivo segundo regras cristãs. Por isso o nascimento da tirinha acima.

Na tirinha não se cita o nome de uma igreja real, apenas um nome fictício. Todavia esta prática já existe e é condenável, ao menos, pelo estudo teológico implícito na Bíblia. Resolvi criar a tirinha cima depois de ler um email em 2012 que dizia que a Igreja Internacional da Graça do missionário R.R. Soares passou a implantar o Heaven Card para ajudar a igreja em suas obras sociais (para ler a notícia em site confiável clique aqui). Como se pode ver o livro de Eclesiastes não erra quando diz que não há nada novo debaixo do sol. Realmente a prática da cobrança de juros ainda persiste no meio cristão através da igreja. Só resta saber se esta igreja ainda é a Igreja ou se já se tornou a tempos uma empresa.

Quanto aos ataque que eu supostamente receberei por julgar tais atos da Igreja Internacional da Graça com mensagens do tipo "não julgueis para não serdes julgados" recomendo aos atacantes de plantão lerem o artigo "Não devemos julgar nosso irmão?" onde falo sobre o assunto.

Essa tira faz parte da sessão "Whatahell???", expressão que quer dizer "Mas que diabos...(é isso?)". Tal sessão é pura crítica em quadrinhos!