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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Surpresa!!! O 666 não é 666

Por Juan Stam
Tradução: Carlos Chagas

Sobre o 666 há muito a dizer, e a primeira é que este não existe como tal. O que a Bíblia diz que é "6-6-6", e não "666", o que é muito diferente. Não é um "triplo seis" como seria "666" na aritmética moderna. O texto bíblico não tem o efeito de repetição, o mesmo número três vezes seguidas. A ênfase não cai em três dígitos de lado a lado , mas na suma expressada pela soma as três palavras originais. Qualquer que seja a interpretação, o significado não pode ser em três dígitos, mas se unindo como uma figura total. 

As pessoas nos tempos bíblicos não podiam sequer imaginar um número como "666" , pois não conheciam o sistema decimal. O número teve que ser "seiscentos - sessenta - seis" .

Além disso,naquela época não se usavam números, então eles tinham que usar as letras do alfabeto para sua aritmética , começando com "A" para "1" , "B" para "2", etc . Assim eles tiveram que escrever números como palavras, neste caso, "666" , ou se não, tem três personagens completamente diferentes, um para 600, um para 60 e outro para 6. Estas três letras diferentes em grego seria "jxs": o "chi" para seiscentos , o "xi" para sessenta e um "dígama" (letra arcaica) para 6. Se a marca da besta é uma tatuagem, não poderia ter sido "666" e sim essas três letras que nos parecem bem raras. 

Agora, se cada letra é um número diferente, então cada palavra ou nome também tem um número, o qual é a soma total dos valores numéricos das cartas respectivas . O nome "aba" seria "4" ( 1 2 1 ) ou " Abba " seria 6 ( 1 2 2 1 ) . Em uma parede de Pompéia há uma pichação bastante romântica dizendo: "Eu amo uma garota cujo número é 545". Entretanto, existe algo de interessante com essa conta. Se eu sei o seu nome, eu só tenho que trocar cada letra pelo número correspondente e somar. Mas se eu disser um número, sem saber a qual nome eu me refiro, nem quantas letras tem, e nem em que idioma está escrito, não teria nenhuma maneira eficaz de proceder do número ao nome correspondente. Por essa e outras razões, é quase certo que os crentes na Ásia Menor sabiam de antemão que esse número se referia a uma pessoa específica. O desafio não era para decifrar o número, mas para entender o significado dos números e ser fiel a essa mensagem. 

Os números misteriosos de Apocalipse 13:18, não só tem muitas interpretações, mas também diversas maneiras de interpretar. Uma dessas maneiras é ter um nome possível e calcular a soma de seus números. Este método produziu uma grande quantidade de candidatos, mas o mais provável é "César Nero", o primeiro perseguidor romano da igreja. Curiosamente, o cálculo é apenas se esse nome em sua forma grega, é transliterado com as letras do alfabeto hebraico com valores matemáticos correspondentes. Outro argumento confirma essa possibilidade. Alguns manuscritos têm um texto variante de "616", e verifica-se que este número corresponde à forma latina do mesmo nome, que tem a palavra final "n" de "Nero" , diminuindo assim o total por 50 pontos . 

Há um outro detalhe que confirma esta análise . O texto diz que "o número da besta é o número de (um) homem" ( 13:18) . Bem, a palavra grega para "besta" (Therion), convertido na mesma forma de letras hebraicas , também soma 666. Sabe-se que havia uma pichação contra Nero, com base no fato de "Nero" e "matricida" somam a mesma quantia ambos. Então , Apocalipse 13:18 estaria dizendo que Nero e a Besta são a mesma coisa. 

No entanto, temos também uma outra possibilidade. Uma escrita antiga chamada Oráculos Sibilinos, tem uma bela passagem que analisa o nome de "Jesus" em grego, e conclui que soma-se 888, ou seja, mais do que perfeito. Este é um texto cristão, escrito logo após o Novo Testamento, e mostra claramente que os cristãos usaram os mesmos jogos matemáticos. Mas, à luz desta passagem, o 666 de Apocalipse 13:18 poderia sugerir que a Besta pretende um dia ser absoluta (777), mas há sempre cai em um triste 666. Cristo, no entanto, é perfeito e mais do que perfeito. Nesse sentido, o Anticristo não é somente um anticristo, mas um pseudo-Cristo, uma imitação e paródia (muito boba) do único e verdadeiro Salvador. 

Ainda é de se supor que o número se refira ao Anticristo final, e sua marca será uma espécie de tatuagem na testa. No entanto, o próximo verso, 14:1 (os capítulos estão mal divididos) contrasta a marca da besta, com "o nome do Cordeiro e de seu Pai escrito nas suas testas". O selo de Deus, de Cristo e do Espírito é um tema muito comum no Novo Testamento (Apocalipse 7:4-8 , 2 Coríntios 1:22, Efésios 1:13, 4:30), e nós sabemos que não é uma marca visível ou física. Assim, parece que a marca da besta não será uma tatuagem. Muito menos estava pensando João em computadores e máquinas a laser, quando ele sequer conhecia a eletricidade. Nem tem a ver com o nosso calendário moderno (6 ​​de Junho), de que João não sabia de nada . Inventar tais interpretações é especular e adicionar à Palavra de Deus (Ap 22:18). 

Há uma outra coisa curiosa nesta passagem: o texto não diz que a besta "marcará a todos", em um tempo futuro, como se fosse uma previsão/predição. Ele diz que à Besta "foi dado poder para dar fôlego à imagem" e que "ele faz tudo ... a receber uma marca" (13:15,16), no passado e no futuro. Parece óbvio que os antigos dias de visões de João referem-se ao momento em que João tinha recebido essa visão. É típico das visões do Apocalipse, que quase sempre vêm no passado e no futuro. É claro que muitas das visões de João são claramente futuro (como a vinda de Cristo, Armageddon , o juízo final e a Nova Criação), mas outros claramente no passado ou presente (como o Filho do homem entre candeeiros, no trono e no céu). 

As visões do Apocalipse, é claro, podem ser futuras, mas não necessariamente, muito menos quando elas vêm escritas no tempo passado ou presente. No caso da marca da Besta, onde os verbos não são futuros, decidir se a marca é uma realidade futura literal ou não, é uma decisão humana de interpretação textual, não no sentido do próprio texto.

terça-feira, 22 de julho de 2014

A questão da Homofobia

Por Carlos Chagas

Vivemos um tempo em que a aceitação dos homossexuais deve acontecer. A cada dia que passa os homossexuais ganham mais credibilidade na sociedade adquirindo, de forma ampla, seus direitos enquanto uma classe. Não obstante outras classes, dentre elas alguns cristãos, procuram de forma veemente condenar tais pessoas de orientação homossexual.

É diante desta tentativa de condenação dos homossexuais por parte de alguns cristãos que percebo o quanto a leitura bíblica e sua interpretação está tão desencontrada. Textos como Lv 20.13, que condenam a prática homossexual entre homens, são muito usados por religiosos para então condenarem os mesmos, com a alegação de que o homossexualismo é abominação e que, segundo este trecho bíblico, deve ser observado e seguido "à risca", ou seja, não mais podem haver práticas homossexuais, pois é abominação ao Senhor. Utilizando-se desta mesma forma de interpretação dos textos bíblicos não mais poderemos aceitar uma mulher, em seu período menstrual, tocar coisas que os demais tocam, pois se assim for, todos estarão imundos até à tarde e deverão se retirar do contato com os demais devido à imundícia (Lv 15.19-30). Ainda sobre o AT, se este condena o homossexualismo com uma simples interpretação literal do texto o mesmo permite a venda de sua filha como escrava (Ex21.7-8). Ou seja, quem tem 8 filhas terá sucessos econômicos!!!

Não paramos aqui. Se formos ler o AT como se lê de forma descompromissada com a cultura vigente e com os milênios que nos separam e com a contextualização que deve ser feita, aceitaremos a escravidão, que é defendida não só no AT mas no NT também (Paulo é um na epístola de Filemon). O que quero destacar é o total descaso destes cristãos que dizem saber demais de Bíblia, mas no quesito interpretação, são nota 0. Sinto dizer que com essa má interpretação o que estes cristãos conseguem é mais a promoção dos homossexuais devido à sua falta de intelecto que a promoção da ordem culturalmente já aceita com interpretações forçadas, sem compromisso com a teologia judaica e sem credibilidade religiosa ou histórica com o AT.

Mas o que fazer?

Não cabe ao cristão proibir o homossexual de sê-lo, nem proibir os mesmos de praticar tais atos. O Evangelho, segundo Cristo, é para se viver e, como consequência desta vivência, todos se contaminarão de amor, ao ponto de abandonarem tais práticas. Não posso dizer que tais práticas (as homossexuais) são erradas, mas que no presente, no mínimo, não são sadias devido à visão teológica cristã de hoje.

Assim como as mulheres e os negros passaram a ter nomes e liberdade respectivamente, assim também será a causa homossexual. Mas é diante disso que a teologia cristã deve se abrir ao diálogo: Até onde ambas andarão, as pedidas dos homossexuais e a teologia cristã se reformando, onde um não destruirá o outro? Também não cabe ao adepto ao homossexualismo atacar a teologia cristã querendo destruí-la pois se assim for, seus próprios ideais se demonstram falhos nas práticas.

Por fim, cabe aqui uma consideração: Que não haja brigas e nem ofensas, mas educação ou orientação. Cabe expor, a ambos os lados, os caminhos a seguir e o fim de cada um. É no sentar com o diferente e excluído que nasce a vida e o agrado a Deus (João 4)!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Dúvidas de um leitor

Por Carlos Chagas

Recentemente recebi um comentário no artigo "Illuminatis: Quem são eles? Breve abordagem teológica" onde o leitor, com codinome Psicólogo de Nóia me relatou sua dúvida sobre um assunto paralelo. Julgando a importância de sua dúvida para os demais e para si próprio, resolvi de "bate-pronto" responder-lhe criando um artigo à parte, uma vez que acredito que o mesmo pode servir a outros. Sendo assi, coloco aqui na íntegra seu comentário e logo após minha resposta:

Ola Carlos muito bom seu blog eu acabo de ler este texto que era justamente o que eu estava procurando , pois sempre tive fé em Deus e busquei ser o melhor possivel , mas comecei a pesquisar sobre os iluminattis devido a um amigo meu que me falava muito sobre Deus mas abordava muito este tema tambem mas sempre com enfaze em Deus o que estava me ajudando a fortalecer minha fé inclusive, mas ao perder contato com ele eu resolvi buscar sozinho a informação e acabei lendo um texto em uma pagina do facebook que abalou demais minha fé então eu te peço que por favor analise esta teoria 

O Logos Criador

As sociedades diretamente ou indiretamente influenciadas pelos sumérios, não compreenderam que seus deuses eram na verdade seres extraterrestres, naturalmente dotados de força e inteligência superiores. E assim consolidaram o politeísmo.

Divindades de diversos lugares como Zeus, Apollo e Posseidon, na Grécia; Ptah, Ra e Hórus no Egito; Brahma, Vishnu e Shiva, na India ou Odin, Thor e Loki, na Escandinávia eram os mesmos Anunnaki.

Os hebreus que repudiavam o politeísmo egípcio e mesopotâmico, manipularam o conceito dos Anunnaki, de outra forma, adotando no singular o termo "elohim"(que é plural = deuses) para se referir à um Deus único.

Os semitas eram subservientes à ENLIL, o autoritário e vingativo comandante Anunnaki que, se apresentava para os hebreus como Javé (YWHW) e teria formado uma aliança com esse povo, inclusive tendo-os guiado através do deserto.

Enlil, como sucessor direto de Anu,era autoridade máxima entre anunakis e homens. Determinando leis, impondo ordens e realizando feitos notórios que o deixavam na condição de "senhor da humanidade". Assim Enlil foi confundido com o Logos Criador. Enlil fez os hebreus combaterem o culto a outros Anunnaki.

Os líderes extra-terrestres foram confundidos com o criador do universo.

É irônico que Enlil (aquele que determinou o extermínio da humanidade) foi adotado como "Deus" e não Enki, que foi o criador do homo-sapiens.

OBS : Nesse sentido, o gnostiscismo pode ter acertado, ao afirmar que Demiurgo (Enlil para os sumérios) foi o criador do mundo material e não a inteligência primordial do universo.

As sociedades que foram influenciadas diretamente pelos Sumérios, como as greco-romanas e indo-européias, distorceram a condição dos Anunnaki em relação aos sumérios, passaram a adorá-los como "deuses" e acabaram consolidando o politeísmo.

Divindades de diversos lugares como Zeus, Apollo e Posseidon, na Grécia; Ptah, Ra e Hórus no Egito; Brahma, Vishnu e Shiva, na India ou Odin, Thor e Loki, na Escandinávia eram os mesmos Anunnaki. Entretanto, os hebreus que repudiavam o politeísmo egípcio e mesopotâmico, manipularam o conceito dos Anunnaki, de outra forma, adotando no singular o termo "elohim"(que é plural de deuses) para se referir à um Deus único. Sitchin revela que isso ocorreu porque os semitas eram uma nação serviente à ENLIL, o autoritário e vingativo comandante Anunnaki que, se apresentava para os hebreus como Javé (YWHW) e teria formado uma aliança com esse povo, inclusive tendo-os guiado através do deserto, por quarenta anos, em direção à Cashemira, na India. que segundo Däniken, seria a verdadeira terra prometida e não a Palestina. Ele afirma que esse longo período no deserto, foi uma experiência feita por ENLIL para garantir a não interferência de outros povos na linhagem genética dos semitas, que eram seus protegidos (enlititas).

Apesar de ENKI ter sido literalmente o "senhor da criação" na Terra, a "administração" do planeta ficava sobre o comando de ENLIL, que na condição de sucessor direto de ANU, no governo de Nibiru, fazia valer sua autoridade entre os Anunnaki e os homens. Determinando leis, impondo ordens e realizando feitos notórios que o deixavam na condição de "senhor da humanidade". Alguns desses feitos foram decisivos para que ENLIL viesse a ser confundido como o Logos Criador do universo, ao longo da história:

A decisão de manter o ADAPA e sua fêmea, sob sua guarda, quando ele foi trazido de volta de Nibiru.

A decisão de expulsá-los da base EDIN quando atingiram a maturidade sexual.

A decisão de deixar a humanidade perecer no dilúvio, que foi interpretada pela humanidade, não como uma demonstração de arrogância, mas como uma demonstração de poder sobre a vida e a morte.

A decisão de assumir para si e seus descendentes a reconstrução da Mesopotâmia, após o dilúvio, o que consolidou sua condição de "senhor" das antigas nações do Oriente Médio.

As vitórias do seu clã em várias disputas travadas com o clã de ENKI, mostravam o peso do seu poder de comando. Ele era sempre enaltecido como "Aquele que Decide os Destinos".

A decisão de permitir que seu clã propagasse diversas línguas diferentes entre as civilizações dos homens para manter a dispersão dos povos, evitando a coesão de grupos rebeldes, uma vez que o incidente da Torre de Babel trouxe sérios problemas para os Anunnaki.

A decisão de permitir que Sodoma e Gomorra fossem destruídas, em mais uma disputa com o clã de ENKI.

A aliança com a nação hebraica, que acabou sendo o berço do Cristianismo.

A entrega dos mandamentos recebidos por Moisés para manter o equilíbrio moral e social da sua nação protegida.

A dizimação do exército egípcio, em perseguição aos semitas, no deserto, durante o êxodo.

O combate dos hebreus às formas de adoração aos outros Anunnaki (politeísmo). Visando reduzir ao máximo a influência do clã de ENKI que ainda era forte no Oriente Médio.

A dizimação do exército egípcio, em perseguição aos semitas, no deserto, durante o êxodo.

O combate dos hebreus às formas de adoração aos outros Anunnaki (politeísmo). Visando reduzir ao máximo a influência do clã de ENKI que ainda era forte no Oriente Médio.

Como o planeta Nibiru está diretamente relacionado com a atual formação do nosso sistema solar, assim como os Anunnaki estão relacionados com o surgimento do homo-sapiens, naturalmente os povos influenciados pelos sumérios passaram a deturpar essas informações e a confundir os líderes extraterrestres com o criador de todo universo. O Logos primordial. Os fatos mencionados acima e esse detalhe peculiar devem ser analisados friamente para se entender porque as duas principais religiões da humanidade, o islamismo e o cristianismo (ambas c/ raízes hebraicas) adotaram o conceito de "deus único". Contudo, não deixa de ser uma grande ironia o fato de que ENLIL/Elohim, o mesmo que determinou que a humanidade devesse perecer no dilúvio, fosse adotado como "Deus" e não ENKI, que foi o criador do homo-sapiens.

Deus do primeiro testamento é Enlil e o Deus do Segundo testamento é o Logos Criador (Deus verdadeiro)
Jesus, de descendência sumérico-hebraica, poderia saber da existência dos Anunnaki.

Não se pode afirmar que Cristo se referia à ENLIL quando falava em Deus.

Certamente Jesus dispunha de conhecimentos transcendentais quando se referia ao mundo físico.

Pode se supor que ele diferenciava as coisas, evitando a confusão de informações culturais e separando os conceitos de "espírito criador" e "matéria criadora".

Logo quando Jesus falava de Deus ele se referia ao Logos criador e não ao comandante Enlil (ou qualquer outro Anunnaki).

O peso da influência hebraica prevaleceu e a grande massa de cristãos e judeus não teria assimilado a filtragem feita por Jesus, e acabou mantendo o conceito distorcido de que ENLIL seria "O Deus Criador".

Jesus foi de fato uma ameaça ao poder estabelecido, uma vez que proclamava um Deus bondoso e transcedental, o segundo testamento e a mensagem de Jesus é muito coerente. É possível que esta seja a explicação para a divergência entre o Deus do primeiro testamento e o Deus do segundo testamento (o verdadeiro Logos Criador do universo).

Uma questão importante tem que ser levantada para entendermos como a cultura Anunnaki influenciou o Cristianismo: Podemos presumir que Jesus, de descendência sumérico-hebraica, certamente sabia da existência dos Anunnaki. Então como ele lidava com isso? Não se pode afirmar que Cristo se referia à ENLIL quando falava em Deus, porque na sua real condição de avatar ele dispunha de conhecimentos transcendentais que certamente iam muito além do mundo físico. Pode se supor que ele diferenciava as coisas, evitando a confusão de informações culturais e separando os conceitos de "espírito criador" e "matéria criadora". Dessa forma, quando falava de Deus, pregando sua filosofia vida, ele estaria se referindo ao Logos Criador e não à ENLIL ou à qualquer outro Anunnaki. Porém o peso da influência hebraica prevaleceu e a grande massa de cristãos e judeus não teria assimilado a filtragem feita por Jesus, e acabou mantendo o conceito distorcido de que ENLIL seria "O Deus Criador". E até hoje o seu nome adotado pelos hebreus, Yahwe ou Javé (YWHW), é mencionado como sendo o nome de Deus. Nesse contexto, podemos levantar uma ousada hipótese: Tendo sido o império romano, um clone do império faraônico egípcio, sabemos que o politeísmo romano "sampleou" as deidades egípcias. Aprendendo a história da mesopotâmia, sabemos que os seus deuses e semi-deuses, não eram outros senão ENLIL, ENKI e seus descendentes e agregados.

Muitos corrompidos pelo poder e pela adoração dos homens, eram capazes de tudo para perpetuar suas glórias. Lembremos que o ofício do sacerdócio começou na mesopotâmia (ou mesmo antes, na Lemúria e Atlântida), onde os Anunnaki transmitiam conhecimentos de ciências e ocultismo, para um seleto grupo de iniciados. O que no começo era para o bem comum, com o passar do tempo acabou sendo usado para manutenção de poderes. E esses grupos/sociedades secretas se tornaram ferramentas políticas. Então ficam no ar, as seguinte questões:

Os sacerdotes e profetas que não se prestavam à esses objetivos obscuros, não teriam se tornado uma ameaça ao poder de grupos Anunnaki, e seus afins (faraós, imperadores, reis, césares, etc)?

Teria sido, a perseguição dos egípcios e romanos aos que pronunciavam mudanças sociais c/ o nascimento de avatares, como Cristo, uma repressão programada para impedir ameaças a estrutura de poder criada pelos Anunnaki?

Não teria sido, a perseguição e crucificação de Cristo e seus seguidores, uma medida tomada "acima" da esfera de poder romana?

Quero deixar claro aqui, que não tenho a intenção de questionar ou negar a existência do Logos Criador e nem afirmar que todos os Anunnaki agiam como deuses, pois mesmo entre os Anunnaki, havia o conhecimento desse poder original. Algumas placas sumérias continham um diário de ENKI, que foi traduzido por Sitchin e publicado com o título "O Livro Perdido de ENKI". Nessas crônicas ele revela que durante o conselho no qual foi decidido que ele deveria criar um híbrido terrestre-alienígena através de engenharia genética, ENLIL protestou duramente, argumentando que os Anunnaki tinham vindo à Terra para mineração e não para "brincar de Deus". Eles sabiam perfeitamente da existencia do

Logos primordial, responsável pela criação e expansão da energia e da matéria que compõe o universo, mas na condição de mestres das ciências, eles não se opuseram a possibilidade de interferir na evolução natural de mundos em formação, como a Terra, no passado, porque o ecossistema de seu planeta natal estava ameaçado e sob a pressão das circunstâncias eles precisavam de mão de obra para a mineração da Terra, como já foi dito antes.

Como ENLIL, sempre rivalizou com ENKI, ele utilizava frequentemente essa polêmica para acirrar suas disputas de poder, mas mesmo assim não deixava de ter uma certa razão ao expor todos os riscos inerentes às experiências de manipulação genética e ao perigo de se interferir na ordem natural das coisas.

Novas conclusões

É impressionante como tudo se encaixa e passa a ter coerência. A teoria dos deuses astronautas é consistente, uma vez que por todo mundo existem referências e imagens sobre estes fantásticos seres.

A cada manuscrito encontrado, fica cada vez mais evidente que o Deus criador do universo e o ser (seres) criador das espécies deste planeta são entidades diferentes. A primeira imaterial e transcendente e a segunda material e dotada de arrogância característica dos imperadores.

O mais interessante é que talvez a ciência esteja mais próxima do verdadeiro Deus e a religião mais distante. Na prática, cada um de nós continuará a seguir um caminho baseado nas experiências de vida e nas influências. Porém o mérito é sempre questionar os padrões estabelecidos.

Possíveis evidências ?

Recentemente uma empresa árabe de fornecimento de gás natural chamada ARAMCO, durante uma de suas escavações numa região desértica, ao sudoeste da Arábia Saudita, chamada "RAB-UL-KHAALEE" (quartel vazio), encontrou um esqueleto humanóide absurdamente gigantesco. Provavelmente o maior revelado até hoje. Quando a notícia foi divulgada, em sites de notícias na internet árabe, imediatamente as forças armadas árabes isolaram toda a área, impedindo totalmente o acesso ao local. Exceto aos funcionários da ARAMCO. Helicópteros militares sobrevoaram a área e tiraram várias fotos e o governo árabe negou-se a qualquer esclarecimento, considerando o assunto extritamente secreto.

Porém, algumas dessas surpreendentes fotos vazaram e foram publicadas em inúmeros sites na web. Poucos dias após a divulgação mundial do caso, surgiram posts em fóruns de ufologia explicando que a foto do esqueleto seria uma fraude. Uma montagem, resultado do trabalho da empresa de designer gráfico Worth1000, para fazer proganda dos produtos Corel Draw e Photoshop. Junto com o texto uma outra foto foi divulgada, que supostamente seria a mesma tirada no local das excavações da ARAMCO, porém o fóssil encontrado teria sido de um mastodonte e a foto teria saído dos arquivos da Cornell University, norte-americana. Então os sites que publicaram o primeiro material sobre o evento, imediatamente retificaram seus textos, concluindo que as imagens foram renderizadas por alguem ligado à empresa.
A reconstrução da terra

Muito tempo depois, o nível da água baixou e a lama que cobria a Mesopotânia secou.

Os Anunnaki retornaram à Terra e se surpreenderam quando viram os sobreviventes do cataclisma.

Indignaram quando descobriram que Enki foi o salvador destes seres, porém a revolta deu lugar ao contentamento, visto que surgira a possibilidade de reconstruir a humanidade.

Quando o nível das águas cedeu e as camadas de lama que cobriam a Mesopotâmia secaram, o suficiente para permitir o repovoamento, os Anunnaki retornaram à Terra e se surpreenderam quando viram os sobreviventes do cataclisma. E num primeiro momento se indignaram quando ENKI revelou ter elaborado o plano de sobrevivência das espécies terráqueas. Contudo, a revolta cedeu lugar ao contentamento, pela possibilidade de reconstruir a humanidade.

O surgimento dos Deuses

NANNAR (filho de Enlil) recebeu extensão de terra que ia do oeste até o Mediterrâneo e ficou encarregado de reconstruir ERIDU (que viria a se tornar a Suméria).

ISHKUR (filho mais novo de Enlil) recebeu as terras a noroeste.

A Ásia menor e as ilhas do Mediterrâneo, recebeu a "realeza" Anunnaki, dando origem ao panteão dos deuses greco-romanos.

ENKI e seus descendentes, entre eles seu filho NINGISHSIDA (Senhor da Árvore da Vida) ficaram encarregados de reconstruir ABZU, nas terras africanas.

Todo planeta foi repartido entre os Anunnaki, que se tornaram as deidades das mitologias indo-européias, asiáticas e andinas.

Nas civilações antigas, existem inúmeros relatos sobre seres gigantes e superpoderosos. Os nefilins da mitologia hebraica, o panteão egípcio, os deuses do Olimpo, cíclopes e titãs da mitologia greco-romana; os suras, asuras e devas da mitologia hindu; os guerreiros do Valhalla da mitologia escandinava não eram outros senão os Anunnaki.

NANNAR, um dos filhos de ENLIL, recebeu uma extensão de terra que ia do oeste até o Mediterrâneo e ficou encarregado de reconstruir ERIDU, que viria a se tornar Summer ou Suméria e fundando outras, como Ur, a cidade onde nasceu Abraão. Ao filho mais novo de ENLIL, ISHKUR (Senhor das Montanhas Distantes), coube as terras a noroeste. Ásia menor e as ilhas do Mediterrâneo, onde a "realeza" Anunnaki se espalhou, dando origem ao panteão dos deuses greco-romanos. ENKI e seus descendentes, entre eles seu filho NINGISHSIDA (Senhor da Árvore da Vida) ficaram encarregados de reconstruir ABZU, nas terras africanas. De fato, todo planeta foi repartido entre os Anunnaki, que se tornaram as deidades das mitologias indo européias, asiáticas e andinas. Däniken, menciona que em determinado momento, NINGISHSIDA (chamado de TOTH pelos egípcios), teria ido para a América Central explorar a região dos Andes, juntamente com um grupo de sobreviventes africanos e teria erguido a civilização dos olmecas, que seriam os mentores dos astecas (segundo Däniken, a palavra asteca deriva da raiz az-tlan e se refere aos sobreviventes que vieram das terras da Atlântida).

"Esses Nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houveram na antiguidade." Gênesis 6.4

"Antes haviam habitado nela os Emins, povo grande e numeroso, e alto como os Anaquins; eles também são considerados Refains como os Anaquins; mas os moabitas lhes chamam Emins." Deuteronômio 2.10-11

"Porque só Ogue, rei de Basã, ficou de resto dos refains; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos amonitas? O seu comprimento é de nove côvados (4 metros), e de quatro côvados (1,78 metros) a sua largura, segundo o côvado em uso." Deutoronômio 3.11

"Também vimos ali os Nefilins, isto é, os filhos de Anaque e éramos aos vossos olhos como gafanhotos." Números 13.33

"Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Goliah, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo (2,89 metros)." 1 Samuel 17.4

Os relatos das civilizações antigas estão repletos de referências à seres de tamanho gigantesco, força descomunal e portadores de tecnologias avançadíssimas, participando direta ou indiretamente nas sociedades humanas. Devido às suas potencialidades, eles foram sistematicamente considerados divindades: Os nefilins da mitologia hebraica, o panteão egípcio, os deuses do Olimpo, cíclopes e titãs da mitologia greco-romana; os suras, asuras e devas da mitologia hindu; os guerreiros do Valhalla da mitologia escandinava não eram outros senão os Anunnaki. Gigantes astronautas de tempos imemoriais, vindos do planeta Nibiru.
 POR FAVOR ME AJUDE COM ISSO CARLOS

A minha resposta:

 Prezado Psicólogo de nóia; 

Investi meu tempo para ler com sinceridade o seu comentário no meu blog (no artigo: http://cristaoshoje.blogspot.com.br/2010/05/illuminatis-quem-sao-eles-breve.html). Acredito e imagino o quanto tais informações lá postadas devem ter mexido com sua cabeça e fé. Falo isso porque eu já passei por “n”s situações do tipo. E foi devido a estas situações somadas a outras é que resolvi fazer o curso de teologia. Então deixe-me lhe ajudar nisso acreditando que tal ajuda virá a ser útil daqui parta frente quando você entrar em contato com informações do tipo: 

Percebi que os relatos que você me passou possuem muitas informações e com elas muitas teorias, teologias, histórias paralelas e NENHUMA fonte segura de informação pesquisada. Além do mais todas as histórias são histórias paralelas umas das outras e, quando contadas para você, e de você para mim, as histórias se aglutinaram. Como isso aconteceu? Aconteceu no fenômeno chamado interpretação de texto. Quem leu e interpretou as “n”s histórias contadas ali criou uma interpretação de tudo que foi se amarrando até dar um sentido. Isso é um grande problema. Hoje em dia muitos criam histórias, teorias e outras coisas. Na verdade criar isso tudo não é problema. O problema é a falta de respeito intelectual, textual, interpretativo, hermenêutico e outros mais quando não há parâmetros adotados e regras para guiar o raciocínio. Tudo se torna fábula e não mais ciência e, assim, como em toda fábula, tudo é possível. 

Sendo assim, gostaria de apresentar ao menos 3 passos necessários para que uma pesquisa seja digna de crédito: 

1- Toda pesquisa precisa de parâmetros e critérios: 

Toda informação, para ser científica, necessita de fontes seguras citadas, para que eu, que lê o texto, tenha contato com a origem e xeque a história ali interpretada ou contada. Senti falta disso. Outra coisa é que tal citação deve vir de fontes seguras: Sites de credibilidade como jornais, revistas ou de livros, artigos, ensaios, teses, dissertações, monografias, ou entidades governamentais e não de blogs, fóruns, bilhetes, boatos, etc. 

Como já disse, não há problemas em se interpretar um texto ou situação. Mas para que essa interpretação seja considerada científica é necessário se adotar métodos científicos para pesquisa senão a mesma se torna inválida cientificamente falando. 

Um exemplo que posso dar aqui é quando escrevi minha monografia para a faculdade. Queria provar nela que não havia salvação no cristianismo, mas tão-somente em Cristo. Quebrei a minha cara, porque minha hipótese foi desmantelada devido a fontes checadas. Descobri que há salvação sim no cristianismo como também em todas as esferas religiosas do mundo (teologicamente observado), mas que só em Cristo é que se dá tal salvação (aqui entra a fé e, por conseguinte, uma teoria possível). Mas não pude escrever da forma que falo aqui devido à política da faculdade. Senão seria expulso e não formaria. Entretanto ficou nas entrelinhas. (para ler a monografia baixe-a clicando aqui). 

Na minha teoria ficou claro que é uma possibilidade e não A VERDADE. Não foi isso que enxerguei na teoria descrita por você. Ela se passa como sendo a verdade desconstruindo todo o conceito já formado por milênios de histórias. 

2- Respeito com os textos: 

Uma grande dificuldade que encontramos hoje no mundo, e em grande parte no meio evangélico brasileiro, é a forma de se interpretar um texto. Não se respeita sua época de escrita, seu conteúdo, intenção, propósito, etc. 

Todo texto é escrito para sua época, não estando impedido de ser lido e usado em épocas posteriores. É o caso da Bíblia. Esta foi escrita para sua época. Quando Paulo escreve “Paulo, servo de Cristo, para os fiéis da Capadócia” ele queria dizer que o texto era para os capadócios e não para mim, um brasileiro, mineiro, de 2013! Claro que isso não me impede de usar o texto dele, uma vez que compartilho da mesma fé que ele descreve ali no texto. Mas tal utilização deve vir com critérios. 

Quando se fala de algo na Bíblia (exemplo: Casa Bonita) deve-se ter em mente o que tal coisa representava para aquele povo (casa na época de Jesus = Lar da família e berço da religião e “bonita” = sei lá, quem sabe sua história). Ao ler hoje o texto deve-se tomar cuidado com as trocas de valores e a interpretação errada (casa já não é mais um lar e sim um bem, que vale em R$ e não em sentimentos). A interpretação moderna pode atrapalhar na pesquisa do texto. 

Um exemplo pode ser citado aqui quando lemos o AT dizendo que o texto se preocupa com a história linear, com datas e horas e minutos dos acontecimentos, etc. Isso é um erro. Segundo fontes seguras (Gehard Von Rad, Lasor, e outros) o texto do AT não se preocupa estritamente com a cronologia e sim com a explicação teológica de um povo que conta sua história para explicar sua existência e sua forma teológica de ser. Em outras palavras somo assim e acreditamos nesse Deus porque na história foi assim. Assim sendo, toda a história do AT possui traços pessoais de um povo que fala de si para si, não se preocupando em contar previsões para o futuro milenar e nem querendo converter outros povos. Não falava de segredos e nem profecias extras à sua realidade. O AT é a tradição oral recontada de pais para filhos durante gerações que em dado momento optou-se por escrevê-la para permear os séculos da história de seu povo, a saber, os filhos de Abraão, pai da sua fé que um dia eles descobriram. 

Essa história do AT é à parte de outras histórias que temos e que anda lado-a-lado de outras também. O AT está recheado de menções de religiões dos povos como babilônios, assírios, filisteus, etc. Mas tem sua própria teologia. Muitas vezes montada com base em outras religiões. Como exemplo vemos que o único povo a ser chamado de incircunciso no AT são os filisteus, uma vez que os demais povos do Oriente Próximo praticavam a circuncisão (diferente do que o povo de hoje diz, alegando que só os hebreus é que realizavam tal prática) e eles não. Logo, este povo era rejeitado por todos uma vez que não demonstravam publicamente uma aliança com o Deus do seu povo que, à forma de ver dos hebreus, só era possível mediante à circuncisão. 

Da mesma forma que os textos se amarravam entre si na teologia da época, muitas vezes, desconheciam o que acontecia em outros lugares. Até à Idade Média (1400 D.C.) não se conhecia além de 50 km de raio. Após essa quilometragem tudo era obscuro e desconhecido. Os que vinham de lá eram tidos em seu meio com temor e receio (De onde essa pessoa veio? Do que fala?). Logo, para afirmar que um texto falou ou não de algo leva-se muito tempo de estudos feitos com critérios em suas análises. Dizer algo é uma coisa, provar é outra. 

Logo, o que percebi em seu comentário (que sei que não é seu, foi recebido por você), é que se usa um texto, no caso o bíblico, para falar de algo e de relações com o outro texto, que até então era desconhecido por você. Mas aonde? Em que momento, esses textos se entrelaçam? Qual é o trecho do texto que isso fica claro? Quais são as pressuposições científicas que embasam essa concepção? Isso é hermeneuticamente correto? E, novamente, cadê as fontes de citação? O que vejo é algo azul, que não contém o vermelho, do nada, se misturar com o vermelho que, até então não possuía nada de azul e formar uma nova cor e eu ter que aceitar isso de mãos beijadas!!! É como se eu dissesse a você que aquele personagem representado pelo “tu” no salmo 91 fosse eu de fato e que a interpretação correta daquilo é que o “tu”, que sou eu, afirma que sou uma divindade e que nada me atingirá porque sou Deus! Mas como cheguei a essa interpretação? Parece que minha leitura pode tudo! Criei uma “fábula acientífica”! kkkkk 

3- Respeite as épocas: O que de história encontro na leitura do AT? 

O que de história encontro em outros textos? O que quero salientar aqui é que minha compreensão de época de hoje não é a mesma coisa da época passada. Hoje falamos de átomos, de cosmos, de física quântica, de métodos de propulsão motores, de formas ciborg’s de manutenção da vida humana (implantação de máquinas dentro do corpo humano como é o caso do marca-passo), de manipulação genética, de clones, de morar fora do planeta, etc. Enquanto que naquela época nem existia o relógio, a alimentação não era variada, não se conhecia grandes distâncias, o mundo se resumia na Ásia e com possibilidades de um “além”, uma visão ainda primitiva sobre Deus, etc. Logo, interpretar um texto inserindo nele características atuais não é algo aceitável quando se diz fazer ciência. Para uma aplicabilidade subjetiva, como é o caso de uma pregação de um pastor, isso é aceitável, mas se é para fazer ciência não. 

O conceito sobre ET’s nasceu de fato no período da Guerra Fria (1945 a meados dos anos 90) onde o termo passou a ser utilizado mais comumente. Logo, falar de Et’s na concepção que se tem hoje dizendo que dos mesmos já se falava na Bíblia é algo forçado e que carece de mais estudos. Ainda não passa de tória, da mesma forma que ser eu um Deus não passa também. 


Uma dica mais pessoal que lhe dou é se acautelar das informações. Antigamente o povo perecia por falta de conhecimento, hoje o povo perece por conhecer em demasia. Não se pode tapar os ouvidos para as teorias, mas não dá para acreditar em tudo. Tenha critérios para acreditar em algo. Tenha moderação nas escolhas e xeque tudo. 

Percebi que você mencionou uma descoberta de uma ossada (verdade) em tempos atuais e que a mesma se referia a um andrógeno (mentira). E percebi a preocupação em dizer que as imagens são verdades e que a história que chegou ao povo dizendo que é montagem é que é mentira. Vi a preocupação, mas a falta de critérios. Pesquisei as imagens e percebi que são montagens de Photoshop. Eu mesmo já fiz várias deste tipo. Veja no link (http://www.e-farsas.com/foto_esqueleto_gigante.htm). A foto do esqueleto é de humano normal e o sítio de pesquisa se referia à descoberta de um mamute. Montaram uma imagem por sobre a outra. 

Ainda sobre as imagens peço a atenção para um detalhe: Por que a preocupação em se passar uma história com fontes (mesmo que insuficientes) sobre um sítio arqueológico e não se passar dados científicos sobre a interpretação histórica sobre os povos mencionados no comentário? Percebe-se a manipulação. Assim como no meu artigo onde mostro que o Irmão Rubens manipula com as imagens a história sobre os Iluminatis. Seu DVD possui imagens primeiras sobre os Illuminatis e, depois de saturar o telespectador com as mesmas, ele coloca imagens sobre 911 Conspiracy dando a idéia de que quem montou o documentário 911 Conspiracy está falando dos Illuminatis. MENTIRA: O documentário ataca o governo dos EUA e as mentiras lançadas e não um grupo maçônico com poderes “divinos”. 

Terminando, peço a você maior consideração à sua fé. Não a troque por um monte de histórias, por mais reais que sejam. Eu mesmo, ultimamente tenho vivido uma história que tem me atormentado e nem por isso nego a fé cristã. Não posso relatá-la até o momento certo. Mas um dia virá à tona. Assim, pense que se há tanto poder assim nessas histórias, quanto maior é o poder de quem o delegou? 

Um abraço Naquele que me alerta que minha Justiça é como trapos de imundícia 

CHAGAS 


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Não devemos julgar nosso irmão?

Por Carlos Chagas

Muito se ouve que não se deve julgar nossos irmãos segundo o que está escrito em Mt 7.1: "Não julgueis, para que não sejais julgados". Mas o que a Bíblia diz mais especificamente sobre isso?

O fato de alguém estar na igreja ou ser o principal dela não caracteriza o melhor cristão já que o próprio Cristo disse que às vezes, os filhos das trevas são mais prudentes que os filhos da luz.

Em Lc 16.8 diz assim: "E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz." O texto, em seu todo, trabalha a questão de não se proceder corretamente nas ações escolhidas. Deus condena a falta de critério e julgamento das ações.

Em Jo 8.7-11 diz assim: "E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redargüidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais." Jesus a julgou inocente e condenou a ação dos demais ainda que em cogitação mental.
Em Jo 7:24 lê-se: "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça"

1 Co 5.12-13 temos: "Porque que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo".

1 Co 14:29: "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem" (o que foi falado).

Rm 12:8: "o que exorta, use esse dom em exortar".

Tt 2:6-15: "Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados... Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze".

2 Tm 4:2-3: "... que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão [suportarão] a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências".

Lc 12.57: "E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?"

1Jo 4.1: "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai (julgai?) se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo".

E entre outras.

Não me cabe julgar como Deus julga (Mt 7.1), mas cabe aos cristãos julgarem os erros dos demais e de nós próprios. Aquele que diz que não devemos julgar os demais é mais antibíblico do que pensa, principalmente ao recitar Mt 7.1 achando que sabe de Bíblia.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O arquivo é TORRENT? E agora? Como realizo o download?

Por Carlos Chagas

Não sabe baixar arquivos TORRENT? Pois aqui irei ensiná-lo.

1º - Baixe o programa adequado para baixar o arquivo deseja via TORRENT. Eu uso o Utorrent. Clique aqui e baixe-o.

2º - Instale-o. Após isso reinicie o Windows.

3º- Baixe o TORRENT do arquivo que deseja ter. Caso já o tenha baixado, clique nele duas vezes e espere o Utorrent abrir e lhe apresentar uma janela especificando quais arquivos você está prestes a baixar com o TORRENT selecionado.

4º- Dê "OK" e espere o download.

Fácil não é?


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Armas de brinquedo para crianças: O que fazer diante disso?

Por Carlos Chagas

Semana passada postei aqui no blog um material sobre a criança e as armas de brinquedo, onde psicólogos discutem o que pode ser prejudicial a uma criança. Diante de tal matéria, que é pertinente para nós nos dias atuais, achei por demais importante publicar algo teológico que reflita tal assunto.

Sabe-se que a violência contra o próximo não se enquadra na realidade cristã. Todavia sabe-se que sem a violência nenhuma sociedade pode sub existir. Como exemplo cita-se a polícia, que por meio de intervenção violenta, seja esta física ou legal, dita até aonde vão os limites de ação humanos para evitar mal maior.  Assim sendo, entende-se que a violência está presente na sociedade, seja esta cristã ou não, e que a mesma influencia quem a vê.

No caso das crianças tal violência também é assistida pelas mesmas limitando-se na sua compreensão devido à maturidade dos pequenos. Logo, a pergunta: "Seria perigoso deixar meu filho, que é cristão, brincar com armas de brinquedo?". A resposta é: Depende.

Como teólogo que sou acredito que pode ser perigoso para uma criança participar de qualquer atividade social quando esta não possui um moderador, que melhor entende-se como sendo os pais. Uma criança sem uma arma de brinquedo não está isenta da violência já que a mesma terá amiguinhos violentos, a TV, que divulga a violência, e diversas outras situações que denotam violência. Logo, a presença de uma pessoa equilibrada se faz necessária para toda e qualquer criança.

Concordo com os psicólogos que dizem ser importante que os pais brinquem com seus filhos e que os mesmos conversem com eles. As dúvidas devem ser sanadas e as posturas adotadas pelos pequenos devem ser analisadas.

Concluindo, percebe-se que o simples fato de proibir brinquedos ditos "violentos" em nada evitam que crianças se tornem violentas. Costumo brincar: "No Oriente crianças costumam ir às sinagogas para que futuramente se tornem homens-bombas...". Espero que aqui no Ocidente isso não esteja acontecendo!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A escola deve ou não permitir armas de brinquedo?

Postado por Carlos Chagas

Há algum tempo li uma matéria muito interessante sobre a criança e as armas de brinquedo. Tal matéria me levou a pensar sobre qual postura cristã deveríamos ter mediante uma criança que quer ganhar uma arma de brinquedo. Antes de mais nada vamos à matéria abaixo:


De Cristina Coelho

A resposta é sempre polêmica, pois há os que acham que sim e os que acham que não. Será que esses brinquedos realmente são prejudiciais para a formação moral das crianças? Será que uma arma de brinquedo na mão de uma criança estimula a violência? Proibir a venda de armas de brinquedo diminui atitudes violentas nas crianças?

No dia a dia, as crianças, principalmente os meninos, brincam espontaneamente de luta, imitando seus super heróis favoritos. Um graveto ou até mesmo a própria mão podem se transformar numa arma. As crianças elaboram suas vivências diárias nas brincadeiras de faz de conta. Cabe ao adulto demarcar para elas os momentos em que o brincar ultrapassa o limite do faz de conta tornando-se real e podendo realmente machucar. De acordo com a educadora e psicóloga Beatriz Ferraz “quando uma criança inicia uma brincadeira, ela sabe que está atuando em um universo que não é o do mundo real e sim o do faz de conta, portanto sente-se com mais liberdade para colocar seus sentimentos em jogo, pois sabe que não sofrerá as consequências do mundo real”. Portanto, as armas de brinquedo devem ser diferentes das armas reais, “com um material diferente, de plástico, colorido, leve, com formato diferente. Esses elementos ajudam a criança a diferenciar o brinquedo do objeto real e, por consequência, ajudam a compreensão de que as armas que possuem não são de verdade - as ações que fizer com as mesmas, também não terão uma consequência real.” A criança tem necessidade de analisar e entender a realidade ao seu redor e uma das maneiras de conseguir isso é através das brincadeiras de faz de conta. “Conversar em casa sobre o que assistem na televisão é de fundamental importância para as famílias, pois dessa forma ajudam seus filhos a formarem os valores sobre aquilo que estão entrando em contato e a partir daí, terem opiniões e conhecimento sobre o assunto.” Para a escola tal discussão é também significativa.

O adulto não deve estimular a criança a brincar com armas de brinquedo, não por causa da brincadeira em si, é porque pode passar uma mensagem de que a violência é algo aprovado por ele, algo natural. A brincadeira é sempre uma simulação, uma representação do mundo real e a criança sabe distinguir a realidade da fantasia. Volto a afirmar, mais uma vez, o diálogo é essencial. E necessário que os adultos conversem com a criança sobre a violência que ela está exposta e a violência que está nos jornais, na TV, na rua. Não dá para negar.

O Estatuto de Desarmamento, em vigor desde 2003, proíbe a fabricação de armas de brinquedo que se pareçam com as verdadeiras. Para a doutora em sociologia Irene Rizzini, vice-presidente da Childwatch International Research Network, “a arma de brinquedo por si só, não estimula um comportamento agressivo numa criança. E preciso um conjunto de fatores. Se a criança tiver elos fortes com adultos que realmente se importam com ela, os brinquedos agressivos não provocarão atitudes predominantemente violentas dela perante a vida.”

A professora da faculdade de pedagogia da USP Tizuko Morchida Kishimoto vai mais longe. “Não é porque o menino brinca com a arma ou aponta o dedo que ele vai virar bandido. Se a criança quiser brincar de guerra, nem precisa de arma de plástico.”

“Melhor do que comprar um brinquedo violento ou não, é sentar no chão ao lado de seu filho e brincar como criança. Além de ser divertido, é o melhor incentivo para o equilíbrio emocional que uma criança pode ter.”

Cristina Pinto Coelho - CRP 13511/04 - Psicóloga escolar da Escola Algodão Doce

Para uma abordagem teológica sobre o assunto clique aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Pergunta: "Traição no namoro é pecado ou só no casamento que é?"

Por Carlos Chagas

Esta seção é destinada a responder dúvidas comuns no meio cristão. Algumas delas foram realizadas por visitantes do blog, outras encontradas em pesquisas pela Net e outras formuladas por mim mesmo. Caso queira realizar uma pergunta favor acessar o Fale Conosco. Seu nome será mantido em absoluto sigilo caso assim o queira. Não tome tais respostas como algo definitivo para sua vida. Reflita nelas, pense mais um pouco e peça instrução divina para melhores posturas ante suas dúvidas. E lembre-se: Duvidar de algo, com interesse em aprender mais, não é pecado, e sim uma dádiva. Deus lhe deu um cérebro... para quê?

Pergunta:

"Traição no namoro é pecado ou só no casamento que é?"





Pergunta feita por um leitor do blog que fica aqui no anonimato.

A resposta direta é: Sim, no namoro e no casamento. Vejamos o porquê.

Acredito que nós, seres humanos, somos muito ligados e preocupados com ritos, cerimônias, leis e padrões, nos esquecendo do porquê que cada uma destas coisas são criadas: Salientar a importância das relações entre os seres humanos ou para com Deus.

Por que digo isso? É porque muitos acreditam que a traição só se dá quando algo é oficializado. No caso, muitos acreditam que traição só é traição quando há um papel oficializando uma relação, como se vê no casamento em sua certidão de casamento. Mas vejamos o outro lado: Quando ocorre uma traição no casamento, não é a certidão de casamento que se sente traida, mas sim uma pessoa que se comprometeu ser fiel à outra e a mesma percebe que não foi correspondida. A traição diz respeito e se refere às relações diretamente.

Assim, respondendo à sua pergunta, traição é a mesma coisa tanto no casamento quanto no namoro e essa traição se torna pecado porque é um mal praticado de forma consciente e contra uma pessoa que se torna vítima de quem o faz. O pecado não está desdenhado pela destruição de algo que foi um dia oficializado, como é o caso da traição no casamento, mas sim na maldade praticada com vontade para tal, ao ponto de ferir uma pessoa mesmo que ela saiba ou não do ato. Errar é humano; errar consciente do erro é pecado.

Espero ter respondido sua dúvida.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Gálatas 6.6-10: Um breve comentário

Por Carlos Chagas

A pedido da irmã Rosana Burright gostaria de tecer breves palavras sobre o texto de Gl 6.6-10. O objetivo do comentário é entender se as palavras do apóstolo Paulo nos versículos supra-citados são desconectos ou não do restante da epístola e qual seria o objetivo mais provável destas ao povo da Galácia.

Considerações importantes

Sabe-se que para escrever qualquer texto deve-se ter em mente que sua estrutura é por demais importante. Ainda mais quando se destaca pessoas muito importantes e eruditas como o apóstolo Paulo. A coesão de suas palavras estão presentes em todo o corpo do texto. Por que destacar isso? Porque percebe-se nas igrejas cristãs atuais o vício de se destacar versículos isolados e, com isso, desenvolver certas teorias ou ideias para a prática. É fato que a divisão da Bíblia com as enumerações de capítulos e versículos ajudou e muito a vida dos cristãos, todavia isso se tornou um vício e preguiça quando não mais se lê o texto em busca da compreeensão efetiva de sua composição e, assim, se valoriza apenas uma parte que, por várias vezes, foge do contexto principal do texto.




Análise crítica do conteúdo de Gl 6.6-10

O versículo 6

"Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas..."

Neste versículo temos um grande problema para a sua leitura isoladamente: A conjunção adversativa "mas" (partícula de ligação do grego transliterada para dè). Em quê Paulo está sendo adverso? Sabe-se que o uso desta conjunção, geralmente se refere a algo já dito, o que sugere a estrutura de pensamento de Paulo nos versículo 1-5 do início do cap. 6, onde ele destaca a necessidade de auxílio mútuo dos cristãos não se esquecendo das responsabilidades pessoais de cada um (estas carregadas por cada dono). Entretanto estudiosos da língua grega ainda aceitam que Paulo pode estar se referindo ao que ainda irá dizer ou que a frase pode estar isolada em si. Todavia eu aceito a primeira alternativa, mas isso é pessoal meu.

Justificando minha escolha acima, (de que o versículo 6 está estritamente ligado ao versículo 5) acredito que Paulo está tentando explicar melhor sua exortação (vs 5) para evitar qualquer mal-entendido. Acredita-se que Paulo enfatiza que por mais que cada pessoa ensinada carregue seu fardo de responsabilidade sozinho não o isente da responsabilidade para com seu professor.

No que tange à parte "na palavra" sabe-se que Paulo se refere ao ensinamento oral da doutrina cristã não descartando a possibilidade de interpretação dos textos do AT. Porém, o foco de Paulo aqui não é na doutrina cristã e seu ensino mas tão-somente o relacionamento entre professor e aluno.

Já na parte "faça participante de todas as coisas boas" temos 3 palavras a destacar aqui: "Participante" e "coisas boas". A palavra "participante" (do Gr. Koinöneö) tem sentido de parceiria afetiva, e "coisas boas" está relacionado a algo espiritual (que é objetivo de toda a epístola) entre aluno e professor (já específico do final da epístola). Porém, há a possibilidade de Paulo estar preocupado não só com a espiritualidade no envolvimento de aluno e professor como também na questão financeira do professor e suas aulas. Sabe-se que os cristãos da Galácia vieram de um ambiente pagão, onde era costume os alunos não pagarem pelos ensinos de seus instrutores religiosos. Assim, Paulo poderia, no versículo 6, trabalhar a errônea e possível interpretação dos gálatas em não se preocupar com a situação financeira de seus mestres uma vez que isso era responsabilidade deles próprios (vers. 5).

Os versículos 7-10

"...Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.".

Percebe-se que Deus não é um ser dado à zombaria. Logo, Paulo busca exortar àqueles que se enganam pensando que há tal possibilidade. Mas a primeira estrutura da frase completa a segunda, que pode ser uma alusão às parábolas de Jesus ou um ditado proverbial.

Existem aqui duas lógicas que devem ser compreendidas cabalmente sobre o exemplo da semeadura de Paulo: A primeira é que a ceifa tem íntimas ligações com a semente, o solo e o tempo. Isso é a lógica do labor braçal do fazendeiro. Já a segunda, que é a espiritual, Paulo trabalha os dois tipos de terrenos nos quais as sementes podem ser plantadas.

Paulo destaca que a semente lançada em terreno ruim (carne) não só será lançada em terra ruim como também sua produção será ruim (corrupção). Já a semente lançada em boa terra (Espírito) gera bons frutos (vida eterna). Além disto, Paulo destaca que nesta semeadura o semeador (cristão) não deve desfalecer, pois é nisso que está o segredo do sucesso (vers. 9: E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos). O problemas dos dias atuais está na dificuldade de compreensão dos exemplos bíblicos: Quantos são os presentes nas igrejas do Brasil que ainda plantam ou já plantaram em escala de colheita de subsistência? Quando se fala de semear muitos pensam na planta, mas Paulo chama a atenção não só no tipo de planta a ser colhida, mas na tarefa que deve ser finalizada cabalmente, no tempo que isso leva, na disposição entregue e na espera necessária. Tudo isso é importante para que a colheita seja bem sucedida. Assim, Paulo trabalha o que hoje se tem, segundo meu pensamento, como sendo uma doença interpretativa das igrejas atuais: Valorizar apenas o que se colhe. Paulo não destaca a colheita (que acontecerá de fato, se não desfalecermos), mas sim a obra completa, desde a escolha da semente, do campo, do tempo investido e da espera para a colheita. Paulo destaca a obra e não os frutos.

Por fim, no versículo 10 Paulo exorta a fazer o bem a todos, sem barreiras de raça, condição social ou de cultura, mas destaca o bem maior que é dar atenção aos da família da fé. O apóstolo sabe que a família contém a característica de defesa de grupo pela comunhão do que é próprio deles. Levando isso para a igreja que é, em Cristo, uma família, Paulo destaca que é necessário a comunhão material entre eles para que o "efeito da fé" surta. Logo, o cristianismo, tendo efeito total em si estará preparado para agir construtivamente na vida dos não-cristãos.

Fonte de pesquisa:

www.wikipedia.org

GUTHRIE, Donald. Gálatas: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2005.

CARSON, D.A., MOO, J., MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O que é Limbus Infantus? Tal conceito lança até jogos eletrônicos

Por Carlos Chagas

A Igreja Católica, na Era Medieval, para tentar explicar para onde vão as crianças mortas e que não foram batizadas, criou o termo "Limbus Puerorum" que significa: Limbus: Margem, orla; e Puerorum: Infantil. Limbus Puerorum é também conhecido como Limbus Infantus ou Limbo Infantil.



Apesar de não fazer parte da regra de fé e dos dogmas católicos como é o dogma do Limbus Patrum (Limbo dos Patriarcas) o conceito do Limbo Infantil em muito influenciou e ainda influencia o pensmento de alguns católicos e até mesmo evangélicos. Por ser uma derivação do Limbo dos Patriarcas, o Limbo Infantil só pode ser entendido à luz do primeiro.

O conceito e compreensão sobre o que seja Limbo Patriarcal nasceu na Escolástica Medieval na tentativa de explicar como ficou a situação dos justos da Antiga Aliança que creram no Messias mas que, devido à marca do pecado original, que, segundo os católicos só pode ser retirada após morte e ressurreição de Cristo e, após o batismo, ainda precisariam de um lugar provisório até o dia do encontro pleno com Deus através de Jesus Cristo.

No caso do Limbo Infantil a tentativa de explicar a situação das crianças do AT e até da Nova Aliança (NT) que morreram e morrem sem o batismo que, para os católicos, representam uma extrema importância para a entrada no céu, se faz relevante. Todavia, como já foi dito, tal teoria não passa de mera crença não-dogmática. Em 2005, o atual Papa Bento XVI convocou cerca de trinta teólogos para rediscutirem a questão do Limbo. Em 2007 a Igreja Católica emitiu um documento que afirma que o Limbo Infantil nunca passou de hipótese e que jamais foi um dogma e que "Deus, no seu grande amor e misericórdia, assegurará que as crianças não batizadas desfrutem da vida eterna com Ele no céu" não diferenciando da Teologia Protestante de linha arminiana. O Papa Bento XVI ainda assegurou que as almas que não praticaram algum pecado considerado pelos católicos como grave vão para o céu, mesmo que não tenham sido batizadas.

LIMBO - Um jogo para testar "Experiência e Morte"

O conceito sobre o Limbus Puerorum serviu de inspiração para Arnt Jensen lançar, pela Playdead, o jogo chamado LIMBO. A história é sobre um garoto anônimo que, de repente, acorda em meio a uma floresta cheia de monstros e com um cenário horripilante que fica à beira do inferno (por isso o título). O objetivo do garoto é encontrar sua irmã que desapareceu e que parece estar no meio desta floresta que, ora possui outras crianças que o atacam, ora apresenta monstros ou super-desafios que o forçam raciocinar e vencer tais obstáculos.




O jogo é uma espécie de Puzzle e tem tido uma grande aceitação no mercado bem como um futuro promissor.

Eu mesmo já joguei este jogo e gostei muito. Por isso o coloco na minha lista de jogos indicados pelo blog "Cristãos Hoje", não só pelo seu desafio como também pela teologia implícita.

Para baixá-lo clique aqui.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pergunta: "Sou mulher e tive problemas de saúde em minha genitalha [...] devo ir a um ginecologista ou isso é pecado?"

Por Carlos Chagas

Esta seção é destinada a responder dúvidas comuns no meio cristão. Algumas delas foram realizadas por visitantes do blog, outras encontradas em pesquisas pela Net e outras formuladas por mim mesmo. Caso queira realizar uma pergunta favor acessar o Fale Conosco. Seu nome será mantido em absoluto sigilo caso assim o queira. Não tome tais respostas como algo definitivo para sua vida. Reflita nelas, pense mais um pouco e peça instrução divina para melhores posturas ante suas dúvidas. E lembre-se: Duvidar de algo, com interesse em aprender mais, não é pecado, e sim uma dádiva. Deus lhe deu um cérebro... para quê?

Pergunta:

"Sou mulher e tive problemas de saúde em minha genitalha [...] devo ir a um ginecologista ou isso é pecado?"

Essa pergunta não foi feita a mim (graças a Deus???) mas eu achei uma parecida na Internet.  Parece piada mas tal dúvida é muito comum. A dúvida desta mulher pode estar relacionada à passagem de Gn 9.20-29 quando o fato de ver a nudez se torna pecado. Digo que esta passagem de Gn 9.20-29 não tem relações com o ato de pecar por simplesmente ver a nudez de alguém. Ali é outro contexto. O que deve ficar claro é que um médico é um profissional; autoridade na área da medicina e instituído por Deus. Em caso de problemas de saúde deve-se sim procurar um especialista, o que não quer dizer que você perdeu sua fé. Pode-se ter fé enquanto o médico apura seu problema, por que não?

A procura do médico e a análise da genitalha por ele (de forma profissional é claro) não constitui pecado. Porém, o que pode gerar pecado é o fato de, talvez, um dos dois serem casados (ou os dois) e, nesse contato profissional, nascer uma espécie de paixão entre ambos. Sendo assim aconselha-se uma mulher procurar uma ginecologista (também mulher). Da mesma forma um homem procurar um urologista (homem).

Aí vem a pergunta maliciosa: "E se a médica (ou médico) for homossexual e se apaixonar por mim?". Todos estão sujeitos a isso. Deus sabe o quanto você evitou o contato que poderia gerar uma situação de pecado. Mas se aconteceu, ore e afaste-se do mesmo procurando outro profissional que atenda na mesma especialidade.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mas como? Deus se arrepende?

Por Carlos Chagas

Em Malaquias 3.6 lemos que Deus não muda. O mesmo pode ser constatado em Tg 1.17. E em Nm 23.19 está escrito que Deus não é "filho do homem para que se arrependa". Assim sendo, por que lemos em Gn 6.6, Jn 3.10 e Ex 32.14 que Deus se arrependeu de algo? Como explicar essa contradição?


1º- Problemas na tradução: Da língua chamada original para o português existe um abismo de caracterizações de ações. Um desses abismos se encontra na palavra "arrependimento". Segundo o site GotQuestions, a palavra "arrependimento" quer dizer "entristecer", o que demonstra não haver mudança de ação divina.

2º- Mudança de Sentimento: Segundo o site EstudosdaBíblia o problema está em não interpretar "arrependimento" como uma mudança de sentimento. Isso pode ser ilustrado pelas palavras de Paulo "...se o negarmos, ele, por sua vez, nos negará". Percebe-se então que as ações divinas são condicionais, podendo variar conforme o homem atua em seu meio. Isso pode ser confirmado em Jr 18.1-10 quando se vê Deus destruindo até mesmo uma nação escolhida por Ele simplesmente porque se voltaram ao pecado.

3º- Problemas na compreensão da formação da Bíblia: Ao contrário do que a grande maioria dos evangélicos brasileiros pensam, existe um grupo de pessoas que aceitam a Bíblia não como palavras literais de Deus, mas como um livro que foi escrito a partir de experiências diretas de Deus que serviram de inspíração para se relatar tais fatos e atos. Sendo assim, existe um ponto a ser pensado: Se for levado em consideração de que a Bíblia é, literalmente, a Palavra de Deus, haverá sim uma contradição. Mas se Pannemberg, teólogo Protestante, tiver razão em seus estudos, quando ele diz que a Bíblia é o relato histórico de pessoas históricas que experimentaram um Deus que age na história e resolveram escrever tais experiências, aí poderá ser entendido certos equívocos na Bíblia: As palavras usadas na Bíblia foram uma forma de tentar expressar, de forma humana, a experimentação desse Deus na própria história. Talvez essa teoria defenda melhor ataques como o do site RazãoxFé onde se defende que a palavra "arrependimento" é a mesma usada em todo o AT (Nacham).

4º- O problema da linguagem demasiada humana: No site Monergismo o Pastor Josivaldo Pereira, em seu último parágrafo do artigo, ele destaca que a linguagem usada na Bíblia é, por demais, humana, ao ponto de atrapalhar a compreensão sobre as ações de Deus. Além do mais, segundo Pereira, o arrependimento humano não pode ser considerado igual ao de Deus. Em suas palavras: "...porque o arrependimento do homem é causado pelo reconhecimento de uma atitude precipitada, como resultado da ignorância do que havia de acontecer. Nós nos arrependemos porque erramos. No caso de Deus é extremamente diferente. Ele jamais comete erros."

5º- Forte atribuição da conduta humana em Deus: No livro de Silas Malafaia chamado "Orar pode mudar tudo" a palavra "arrependimento", quando atribuída a Deus ou ao próprio homem, possui uma nova compreensão: Arrependimento como mudança de atitude. Segundo Malafaia e a própria Bíblia (Ml 3.6), Deus não muda, logo, a compreensão sobre a palavra "arrependimento" pode estar errada., e o fato de Deus mudar sua atitude não anula seu propósito. Se Deus queria consertar um erro humano, até com seu arrependimento Ele muda. Mas esse arrependimento varia conforme as ações humanas, afinal, Deus é um ser relacional e pessoal. Hoje em dia é fácil dizer que arrependimento é algo que se alcança quando se erra, mas será que esta compreensão é correta? Será que ninguém se arrepende de algo que fez certo, mas que poderia ser melhor? É isso que Malafaia propõe: Uma nova leitura e compreensão do termo.

Aqui estão algumas das explicações ao erro teológico do arrependimento de Deus. É claro que existem diversas e outras surgirão com o tempo. O fato é que não se pode se fechar em uma interpretação apenas, e muito menos de negar uma interpretação que vem de longos anos e séculos. Isso é suicídio intelectual e as pessoas que atacam um raciocínio sem respeitar suas origens e importância cometem grande erro.

Fontes de Pesquisa:

http://www.gotquestions.org/portugues/Deus-se-arrepende.html
http://www.estudosdabiblia.net/bd47.htm
http://razaoxfe.blogspot.com/2009/06/deus-se-arrepende_19.html#comment-form
http://www.monergismo.com/textos/presciencia/arrependimento_deus.htm
MALAFAIA, Silas. Orar pode mudar tudo. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2007.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Pergunta: "A salvação não está no Cristianismo???"

Por Carlos Chagas

Esta seção é destinada a responder dúvidas comuns no meio cristão. Algumas delas foram realizadas por visitantes do blog, outras encontradas em pesquisas pela Net e outras formuladas por mim mesmo. Caso queira realizar uma pergunta favor acessar o Fale Conosco. Seu nome será mantido em absoluto sigilo caso assim o queira. Não tome tais respostas como algo definitivo para sua vida. Reflita nelas, pense mais um pouco e peça instrução divina para melhores posturas ante suas dúvidas. E lembre-se: Duvidar de algo, com interesse em aprender mais, não é pecado, e sim uma dádiva. Deus lhe deu um cérebro... para quê?

Pergunta:

"A Salvação não está no Cristianismo???"

Pergunta feita por um leitor do blog que obteve uma dúvida após ler um artigo sobre Salvação.

A resposta direta é: Depende. Por quê? Porque depende de como você entende Salvação no Cristianismo. Se você entende que o Cristianismo é o detentor de Salvação, segue-se que Deus é dependente de uma religião, e se Ele é dependente, já não é mais Onipresente, uma vez que Sua presença depende da presença da religião, e nem Onipotente, pois Seu poder foi delegado à religião.

Sendo assim, deve-se pensar que o Cristianismo tem a mensagem da Salvação e não que tem a Salvação. A Salvação está em Cristo que o Cristianismo prega e segue e não no Cristo do Cristianismo. Portanto, respondendo sua pergunta, a Salvação não está no Cristianismo, se este é o que tem o poder de Salvação. Mas a Salvação está no Cristianismo uma vez que o Cristo que o Cristianismo prega é a Salvação e Ele está nesse meio.

Leia também: "Cristo pertence somente ao Cristianismo?"

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pergunta: "Cristo pertence somente ao Cristianismo?"

Por Carlos Chagas

Esta seção é destinada a responder dúvidas comuns no meio cristão. Algumas delas foram realizadas por visitantes do blog, outras encontradas em pesquisas pela Net e outras formuladas por mim mesmo. Caso queira realizar uma pergunta favor acessar o Fale Conosco. Seu nome será mantido em absoluto sigilo caso assim o queira. Não tome tais respostas como algo definitivo para sua vida. Reflita nelas, pense mais um pouco e peça instrução divina para melhores posturas ante suas dúvidas. E lembre-se: Duvidar de algo, com interesse em aprender mais, não é pecado, e sim uma dádiva. Deus lhe deu um cérebro... para quê?

Pergunta:

"Cristo pertence somente ao Cristianismo?"

Esta pergunta chegou até o blog através do fale conosco por uma pessoa que preferiu deixar seu nome em anonimato. Quanto à resposta é não. O Cristianismo obteve seu surgimento graças à pessoa de Cristo. Após a morte e ressurreição deste o Cristianismo passou a elaborar sua leitura da vida de Cristo fazendo uma aplicabilidade de seus ensinos e elaborando com isso uma teologia própria.

Com o passar dos anos percebeu-se que o Cristianismo é a religião que mais fala de Cristo com propriedade. Isso talvez gerou na mente de seus seguidores a idéia de que Cristo é o seu bem maior porque se fala somente de Cristo e vive-se somente para Ele, logo ele é do Cristianismo. Mas essa idéia é errada. O fato de se viver para Ele não quer dizer que Ele é uma exclusividade ou um bem. Ninguém prende ou domestica Deus.

Cristo/Deus está aberto para qualquer um se achegar a Ele. Assim como o Cristianismo está aberto para ENSINAR sobre Ele. Se Cristo for do Cristianismo entender-se-á que a salvação está somente no Cristianismo, ou que só o Cristianismo salva, retornando então à teologia católica medieval. 

Além do mais diversas religiões e não só o Cristianismo falam e vivem para Cristo, por exemplo o Espiritismo Kardecista e os baixos espiritismos (Umbanda, Kimbanda, etc). Todavia vale lembrar que toda religião é uma releitura de algo (no caso aqui é de Cristo ou Deus) buscando uma aplicabilidade de efeito para a realidade. Se Cristo pertence ao Cristianismo somente porque este fala Dele, Ele também deverá ser considerado das demais religiões por estas fazerem uma leitura sobre Ele. Portanto a resposta a essa pergunta é: Não, mas o Cristianismo pertence a Cristo.