terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Rapidinhas 08 - Sobre Idolatria

Por Carlos Chagas

Idolatria nada mais é que colocar algo ou alguém no lugar de Deus. É dizer que outra coisa faz o que só Deus pode fazer. Além das imagens de escultura uma Bíblia ou um líder de igreja evangélica também podem ser ídolos, quando estes não correspondem ao que simplesmente representam. 

Bíblia só serve para leitura e para a prática. Limitando-se a isso a Bíblia jamais será a Palavra de Deus já que este objeto é tão somente um livro. A Palavra de Deus só O é quando praticada. Logo, a Bíblia se torna objeto de idolatria quando não usada corretamente.

Da mesma forma que liderança é formada por homens e todos são iguais perante Deus. Se um é usado mais que o outro não o fará mais poderoso ou digno de estrelinha na testa. 

Por fim, a verdadeira idolatria nasce no coração. Quando estimulada vai para sua exteriorização, onde ganha a forma de um ídolo. Ninguém cria um bezerro de ouro sem antes ter uma ideia na cabeça de quê isso de fato representa. Isso tanto é verdade que muitos condenam imagens católicas de Jesus Cristo, mas quando questionado sobre a possível forma humana de Cristo quase todos não deixam de criar em suas mentes a imagem do possível Cristo: Homem branco, italiano, de barbas e cabelos longos, olhos azuis... Não seria isso uma imagem? E seria isso uma idolatria?

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Livros Evangélicos Diversos - Letra B

Por Carlos Chagas

Neste arquivo você encontrará desde livros de estudos teológicos a livros devocionais e de pessoas anônimas que resolveram deixar seus pensamentos anotados em um arquivo que agora será repassado.

Que fique claro aqui que o material divulgado não exprime a teologia defendida por mim. Tal material é para enriquecimento da sabedoria e inteligência e não para a formatação do crente cristão.

Para baixar o arquivo clique aqui.

Neste arquivo você encontrará 177 livros, dentre os quais você encontrará:

Bart Ehrman - Diversas obras

Beda - Comentário de Lucas

Benne Den - O Teste Final e outros

Benny Hinn - Bem Vindo e Bom Dia Espírito Santo, dentre outros

Bernardo Stamateas - Várias obras

Beverly LaHaye - A mulher controlada pelo Espírito

Biblioteca Militar Cristão - Várias obras voltadas ao militar

Bill Hybels - Ocupado demais para deixar de orar

Billy Graham - A Segunda Vinda de Cristo e diversas obras

Blaise Pascal - Pensamentos

Bob Utley - Comentario Bíblico De Hebreus, Romanos e panoramas bíblicos

Brennan Manning - Diversas obras

Broadus David Hale - Introdução ao Estudo do Novo Testamento

Bruce Wilkinson - Diversas obras

Para baixar o arquivo clique aqui.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Livros Evangélicos Diversos - Letra A

Por Carlos Chagas

Neste arquivo você encontrará desde livros de estudos teológicos a livros devocionais e de pessoas anônimas que resolveram deixar seus pensamentos anotados em um arquivo que agora será repassado.

Que fique claro aqui que o material divulgado não exprime a teologia defendida por mim. Tal material é para enriquecimento da sabedoria e inteligência e não para a formatação do crente cristão.

Para baixar o arquivo clique aqui.

Neste arquivo você encontrará 441 livros, dentre os quais você encontrará:
A. A. Hodge - Esboços de teologia

A. Doolan - O pequeno companheiro da Bíblia

A. Kenneth Curtis - os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo

A. Strong - Systematic Theology - Volumes 1 e 2

A. W. Tozer - Suas maiores publicações

Abdênago Lisboa Júnior - Métodos de Estudos Bíblicos

Alan Myatt - Apologética Cristã

Anibal Pereira dos Reis - Melhores publicações

Livros Apócrifos (Diversos)

Arthur W. Pink - Cerca de 20 publicações importantes suas

Augusto Cury - Publicações notáveis

Augustus Nicodemus Lopes - Várias publicações

Entre vários outros

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Um garoto, um câncer, uma legião de seguidores

Por Carlos Chagas

Por alguns meses tenho seguido no Facebook a história de um garoto-guerreiro, chamado Marcos.  Após conhecer sua luta contra o câncer e da família em tentar regressar todos a uma vida normal, enfrentando exames, remédios, viagens e mudança para São Paulo, não mais deixei de orar por eles. A cada dia lia uma nova página da vida deste garoto-guerreiro e novamente me colocava em orações. Digo que no início me emocionava e por raras vezes eu chorava. Os dias se passaram. A situação da saúde dele piorou. E quanto mais piorava, mais eu orava e mais me comovia a fé deste grande-pequeno. Até que Deus criou mais uma estrela ............ meu chão saiu de mim. Foi quando percebi que, mesmo sem conhecê-lo, mesmo sem conhecer alguém da sua família, eu o amava como meu próximo, quase que como um filho. Chorei. Fui ao meu banheiro e fiquei por lá. Não fazia nada a não ser chorar. Só saí de lá quando meu filho, de 7 meses de idade, chorou requisitando minha presença. Enxuguei os olhos e fui. Graças a Deus por minha família e filhos. Agradeço pela saúde de todos.

Esta postagem não é para falar de mim. Aliás o parágrafo acima é só a introdução de uma história que será resumida pela mãe-guerreira, que conquistou meu coração, nas palavras abaixo. São tão sinceras que não pude deixar de colocá-las aqui. Sem mais, segue o texto:


Por Cláudia

Me disseram uma vez, que o trauma de uma criança que passa pela luta contra o câncer, é o mesmo que de um soldado de guerra.

Primeiramente quando recebemos noticia do câncer parece que fomos convocados para guerra. Mas não nos dão munições. Só dizem você vai ter que lutar muito.

Soltam uma granada que abre o chão.

Aprumamos o peito damos a mão aos pequenos guerreiros e seguimos rumo a tão temida guerra, Com coragem! Na certeza que vamos vencer. Aí começa os combates : quimioterapia, punções, exames de todas as espécies. Choro, medo, sentimentos aflorados... muito choro... Vai se passando o tempo e o bombardeio continua. Transfusões de sangue, plaquetas, rituximabes, brigas com o médico do hospital, com o sitema encalhado de saúde. Desgastes desnecessários...

Tentamos e conseguimos muitos aliados- 12.000 que nos sustentam, nos amam, nos erguem e oram por nós.

A doença não espera brigas ou desencontros , ela é traiçoeira... caladinha fingi ter saído de cena.

Volta de forma tenebrosa na medula. Sentimos a perna arriar e o suor frio escorrer pela face. Choro, medo... mais choro. Promessas. Quimioterapia sistémica , punções, intratecal e medo. Sentimos o inimigo ficando mais forte. E não sentimos os médicos ... Juntamos nossas reservas de otimismo ,de fé e de amor e partimos com tudo para o novo combate.

O corpinho do guerreiro começa a dar sinais de cansaço. Mas no meio de uma dor e outra abre-se um sorriso lindo de sua boquinha que nos dão resiliência. Ele brinca, canta, faz bagunças e ora. Ora incessantemente para o Papai do Céu. Sabemos que Deus esta conosco e clamamos sua misericórdia! A guerra é árdua. Doe na alma. Sangra o peito. Nos tira completamente a liberdade. Não podemos voltar para casa. Estamos tristes e com saudades de todos.

Mais uma vez vem tiroteios de todos os lados. Nos tirando o direito da fuga. Mesmo gravemente ferido o soldado de Cristo persevera. Reage, luta, teima com os médicos. Fica somente 3 dias na UTI. Acorda gritando pela sua dignidade. Diz que vai denunciar...

Seu corpinho arqueia novamente agora com uma dor descomunal. O anjo mau abre seus olhinhos. Grita, agoniza de dor. Tento de todas maneiras reergue-lo. Mas o peso do sofrimento e das duvidas, da incapacidade são maiores. Grito, clamo, meu corpo todo treme com o ultimo ataque. a maldição toma conta. Nem ele nem eu acreditamos que estamos perdendo a guerra... Tantos acreditavam na nossa vitória!

O soldado cai. Para nunca mais levantar. Amordaçado, calado, preso numa cama fria de hospital. Vejo meu filhotinho sofrendo sem nada poder fazer.

O tempo passa... e só me resta cantar para ele. Oro e imploro um milagre de Natal. Ele sofre!

Começo então a contar para ele sobre o paraíso! Sobre os animais que ele encontrará lá, sobre Papai do Céu. Digo para ele que ele pode ir... Que já lutou bastante e que me sentia muito orgulhosa dele. Falo também que irei continuar sua luta pela dignidade de outras crianças.Que o seu exemplo de garra havia mudado a vida de muitas pessoas. Beijei, abracei, deitei do seu ladinho e disse tudo que eu queria dizer para ele. O soldado vai se entregando...de leve... como um passarinho que perde seu voo. Relutava para não nos deixar... Vieram anjos pousar ao nosso lado e chorar conosco a nossa dor. Conversamos horas e horas com ele dizendo que agora era a hora dele partir. Minha boca falava e meu coração sangrava. Como uma mãe pode pedir seu filho para ir?

Segurei sua mãozinha até o último suspiro. Ele foi vencido. O câncer o sucumbiu. Marcos descansou.

Eu fiquei... Perdida, calada, procurando um cantinho qualquer. Se eu disser que não me revoltei é mentira. Revolto com todos desencontros, todas dores,contra episódios que poderiam ter sido muitos diferentes, toda falta de vontade e contra essa doença maldita que tirou minha alegria!

Meu Marcos se tornou meu amigo intimo. Sabia quando eu tinha frio, fome e alegria. Vibrou, cantou e chorou comigo.

O que será de mim? Prefiro não pensar. Sinto que meu filho esta comigo. Me dando forças e segurando a minha mão. Ele era forte demais! Ninguém pode imaginar o tamanho de minha dor. Nem mesmo eu. Secaram minhas lágrimas. Minha boca esta calada. Minha alma esfriou. Sei que vou voltar um dia. Mas por enquanto eu vivo meu luto. Que nem sempre precisa ser de choros, gritos e desespero. Meu luto é representado pela reflexão, dor e pela observação! Sei que todos respeitam o meu momento. Por mais estranho e indesejável que ele pareça ser. É o meu momento... Saudades...infinitas saudades do meu pequeno!

Tenha certeza meu filho que você não perdeu! Você ganhou a admiração , amor e seu nome será citado sempre como : NOSSO CAMPEÃO VENCEDOR! DEUS TE DEU ASAS* FAZ SEU VOO... MEU AMOR !

Este garoto-guerreiro, em sua caminhada, jamais desistiu da fé. Não fraquejou, não blasfemou e ensinou. Levantou mais de 12.000 seguidores no Facebook. Moveu ações entre amigos dentre as quais tive o prazer de participar. Comoveu e moveu seus amiguinhos de escola. Professores estão ainda de luto. Ensinou de uma forma que poucos aqui na Terra ensinariam. O nosso Natal está menos brilhante este ano. Eu, um teólogo formado, digo que aprendi muito com este grande-pequeno. Hoje, além de orar a Deus para que conforte os familiares e todos os atingidos pela perda, peço a Deus um humilde presente: Que quando eu entrar em Seu aposento que eu possa receber um abraço do meu mais novo herói. Marcos, me tornei seu fã. Me aguarde pois um dia vou te abraçar. Obrigado filho!

Em prantos aqui nestas últimas palavras.... desculpem-me!

Livros Evangélicos Diversos - Livretos da CPAD

Por Carlos Chagas

Para aqueles que gostam da teologia da CPAD não podem deixar de baixar este arquivo que contém diversos livretos que perduraram por décadas. Neste arquivo existem livretos de 1970 até 2012. Claro que nem todos estão aí, mas boa parte sim. Ótimo para professores de EBD e para curiosos dos assuntos religiosos.



Para baixar clique aqui.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Não há vida sem problemas

Por Carlos Chagas

O que você mudaria no seu passado? O que você diria a si mesmo se pudesse voltar 5, 10, 15, 20 anos atrás?

Lembro-me da minha adolescência. Tempos em que me nutria de sonhos e loucuras, misturando tudo e criando uma realidade paralela que só eu entendia. Passou não muito tempo para que eu visse que tudo aquilo era baboseira.

Lembro-me que era péssimo em português e pior ainda em história. Mas em nada eu era mais fraco do que em matérias de amor. Sempre fui um fracasso com namoradas. Levei tempos para conseguir uma que, não demorou muito, veio a me trair. Achava que rosas as alimentariam e que ser sincero era o que as agradavam. Loucura. Loucura criada em minha realidade paralela.

Lembro-me de acreditar em meus pais quando diziam que mulheres gostavam de homens inteligentes e que somente os estudiosos seriam alguém na vida. Pois me tornei estudioso e... bom, a vida não acabou. Devo aguardar para lançar o veredicto. Mas até agora não sou ninguém na vida (rsrsrs).

Por que escrevi isso tudo? Porque após assistir ao filme "O Homem do Futuro" parei pra pensar na minha vida e no que diria a mim mesmo se tivesse a mesma oportunidade do cientista João. Sinceridade? A minha resposta está na música tema do filme: "Temos nosso próprio tempo... temos todo o tempo do mundo... não temos mais o tempo que passou...". Eis a resposta. A realidade, como Einstein dizia, é composta por tempo e espaço, onde sem um deles é impossível que algo exista. Ou seja, a realidade é relativa a todos.

Assim, meditando em meu passado vejo que é nele que está o meu futuro e se preciso de ir lá no meu passado para mudá-lo a fim de ter um futuro melhor segue-se que jamais terei um futuro e nem mesmo o presente pois me trancarei eternamente no passado tentando sempre ter uma vida sem problemas. Isso é o absurdo da vida: Querer tê-la sem problemas.

Logo, conclui que não precisaria voltar no tempo para consertar nada. Era e é necessário que eu seja o que sempre fui, para que minha vida seja um sucesso, ainda que com fracassos ou derrotas. A vida é isso. É viver o hoje, planejando o futuro e repensando o passado. Preciso vencer o meu eu. Não o do passado, mas o de hoje, porque é ele o culpado dos meus erros. Preciso não só do tempo, ainda que tenha todo o tempo do mundo. Preciso de coragem para querer algo mais. O quê? É aí que quero chegar.

Obrigado Deus.



Tempo Perdido - Legião Urbana


terça-feira, 25 de novembro de 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Surpresa!!! O 666 não é 666

Por Juan Stam
Tradução: Carlos Chagas

Sobre o 666 há muito a dizer, e a primeira é que este não existe como tal. O que a Bíblia diz que é "6-6-6", e não "666", o que é muito diferente. Não é um "triplo seis" como seria "666" na aritmética moderna. O texto bíblico não tem o efeito de repetição, o mesmo número três vezes seguidas. A ênfase não cai em três dígitos de lado a lado , mas na suma expressada pela soma as três palavras originais. Qualquer que seja a interpretação, o significado não pode ser em três dígitos, mas se unindo como uma figura total. 

As pessoas nos tempos bíblicos não podiam sequer imaginar um número como "666" , pois não conheciam o sistema decimal. O número teve que ser "seiscentos - sessenta - seis" .

Além disso,naquela época não se usavam números, então eles tinham que usar as letras do alfabeto para sua aritmética , começando com "A" para "1" , "B" para "2", etc . Assim eles tiveram que escrever números como palavras, neste caso, "666" , ou se não, tem três personagens completamente diferentes, um para 600, um para 60 e outro para 6. Estas três letras diferentes em grego seria "jxs": o "chi" para seiscentos , o "xi" para sessenta e um "dígama" (letra arcaica) para 6. Se a marca da besta é uma tatuagem, não poderia ter sido "666" e sim essas três letras que nos parecem bem raras. 

Agora, se cada letra é um número diferente, então cada palavra ou nome também tem um número, o qual é a soma total dos valores numéricos das cartas respectivas . O nome "aba" seria "4" ( 1 2 1 ) ou " Abba " seria 6 ( 1 2 2 1 ) . Em uma parede de Pompéia há uma pichação bastante romântica dizendo: "Eu amo uma garota cujo número é 545". Entretanto, existe algo de interessante com essa conta. Se eu sei o seu nome, eu só tenho que trocar cada letra pelo número correspondente e somar. Mas se eu disser um número, sem saber a qual nome eu me refiro, nem quantas letras tem, e nem em que idioma está escrito, não teria nenhuma maneira eficaz de proceder do número ao nome correspondente. Por essa e outras razões, é quase certo que os crentes na Ásia Menor sabiam de antemão que esse número se referia a uma pessoa específica. O desafio não era para decifrar o número, mas para entender o significado dos números e ser fiel a essa mensagem. 

Os números misteriosos de Apocalipse 13:18, não só tem muitas interpretações, mas também diversas maneiras de interpretar. Uma dessas maneiras é ter um nome possível e calcular a soma de seus números. Este método produziu uma grande quantidade de candidatos, mas o mais provável é "César Nero", o primeiro perseguidor romano da igreja. Curiosamente, o cálculo é apenas se esse nome em sua forma grega, é transliterado com as letras do alfabeto hebraico com valores matemáticos correspondentes. Outro argumento confirma essa possibilidade. Alguns manuscritos têm um texto variante de "616", e verifica-se que este número corresponde à forma latina do mesmo nome, que tem a palavra final "n" de "Nero" , diminuindo assim o total por 50 pontos . 

Há um outro detalhe que confirma esta análise . O texto diz que "o número da besta é o número de (um) homem" ( 13:18) . Bem, a palavra grega para "besta" (Therion), convertido na mesma forma de letras hebraicas , também soma 666. Sabe-se que havia uma pichação contra Nero, com base no fato de "Nero" e "matricida" somam a mesma quantia ambos. Então , Apocalipse 13:18 estaria dizendo que Nero e a Besta são a mesma coisa. 

No entanto, temos também uma outra possibilidade. Uma escrita antiga chamada Oráculos Sibilinos, tem uma bela passagem que analisa o nome de "Jesus" em grego, e conclui que soma-se 888, ou seja, mais do que perfeito. Este é um texto cristão, escrito logo após o Novo Testamento, e mostra claramente que os cristãos usaram os mesmos jogos matemáticos. Mas, à luz desta passagem, o 666 de Apocalipse 13:18 poderia sugerir que a Besta pretende um dia ser absoluta (777), mas há sempre cai em um triste 666. Cristo, no entanto, é perfeito e mais do que perfeito. Nesse sentido, o Anticristo não é somente um anticristo, mas um pseudo-Cristo, uma imitação e paródia (muito boba) do único e verdadeiro Salvador. 

Ainda é de se supor que o número se refira ao Anticristo final, e sua marca será uma espécie de tatuagem na testa. No entanto, o próximo verso, 14:1 (os capítulos estão mal divididos) contrasta a marca da besta, com "o nome do Cordeiro e de seu Pai escrito nas suas testas". O selo de Deus, de Cristo e do Espírito é um tema muito comum no Novo Testamento (Apocalipse 7:4-8 , 2 Coríntios 1:22, Efésios 1:13, 4:30), e nós sabemos que não é uma marca visível ou física. Assim, parece que a marca da besta não será uma tatuagem. Muito menos estava pensando João em computadores e máquinas a laser, quando ele sequer conhecia a eletricidade. Nem tem a ver com o nosso calendário moderno (6 ​​de Junho), de que João não sabia de nada . Inventar tais interpretações é especular e adicionar à Palavra de Deus (Ap 22:18). 

Há uma outra coisa curiosa nesta passagem: o texto não diz que a besta "marcará a todos", em um tempo futuro, como se fosse uma previsão/predição. Ele diz que à Besta "foi dado poder para dar fôlego à imagem" e que "ele faz tudo ... a receber uma marca" (13:15,16), no passado e no futuro. Parece óbvio que os antigos dias de visões de João referem-se ao momento em que João tinha recebido essa visão. É típico das visões do Apocalipse, que quase sempre vêm no passado e no futuro. É claro que muitas das visões de João são claramente futuro (como a vinda de Cristo, Armageddon , o juízo final e a Nova Criação), mas outros claramente no passado ou presente (como o Filho do homem entre candeeiros, no trono e no céu). 

As visões do Apocalipse, é claro, podem ser futuras, mas não necessariamente, muito menos quando elas vêm escritas no tempo passado ou presente. No caso da marca da Besta, onde os verbos não são futuros, decidir se a marca é uma realidade futura literal ou não, é uma decisão humana de interpretação textual, não no sentido do próprio texto.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Poema do crente descrente

Por Carlos Chagas

Prezado Deus, ex-querido:
É por meio desta que venho lhe falar,
que não mais tenho lhe seguido,
e que em ti não mais posso confiar.

É porque você, como um grande mentiroso, se mostrou
Como duas caras você se revelou.
Dizia que era imutável,
que erros não cometia.
Mas aos poucos fui conhecendo
um Deus que me surpreenderia.

Surpreendeu-me na arte de manipular,
dizendo que dos pobres era a Sua moradia,
que neles repousava a bem aventurança,
e que deles jamais se esqueceria.

Mas a luz veio da Teologia da Prosperidade,
dela vim a te conhecer.
Que Tu só abençoas de verdade,
aquele que 10% dá do que receber.

Eis o que você é: Deus do barganhar.
Isso mesmo: "Você" e não "Senhor".
Porque dou o que espero angariar,
fazendo de ti um garçom a meu favor.

Além do mais um fracote se revelou ser,
porque agora sei que a macumba é mais poderosa,
que o Pão da sua Ceia.
Só com Campanhas Poderosas quebro de Satanás o seu poder,
mas dos elementos "Pão e Vinho" não há poderosa reação em cadeia.

Fracote Deus!
Tu te revelas medonho!
De ti só vejo poder,
quando contigo sonho.

Satanás mais presente aqui está,
no mundo dos homens a amedrontar.
Os crentes mais dele tremem,
do que de ti temem.

Deus imbecil!
Não tenho respeito pelo seu nome.
Porque já vi que com ele,
Ganho o dinheiro do mundo fácil, fácil.

Pode ver, pode atestar,
aqueles que se dizem seus filhos assim o fazem.
Dos crentes que a Ti o dízimo trazem,
O mundo compram só para se abastar.

Não acredito mais na sua cura.
Orei tanto para que o meu dia chegasse!
Até que aquela carta eu li.
Para que a ignorância de mim agora se afastasse.

Como tão ingênuo pude ser?
Na cara estava e não quis ver.
Talvez por tanto amor por ti,
que em vão consegui nutrir.

Se seus filhos representam você aqui na terra,
uma dica vai para ajudar:
Mude sua voz para que ovelhas não mais pereçam.
Porque seguir a voz do reconhecível pastor
Só destrói, mata e enterra!

Agora se seus filhos são,
estes três que irei mencionar:
Valdemiro, Soares e Edir,
Quero apenas lhe dizer,
que por eles é que aprendi,
que de você o mal devo expandir.

Por eles devo pregar o que acredito,
não seguindo a Bíblia,
já que esta só deve ficar,
debaixo do braço apenas a enfeitar.

Devo, por eles, devo dizimar, dizimar, dizimar.
E nem ao menos questionar,
porque do Senhor ungidos são,
a pregar subjetividades particulares sem cessar.

Sem mais quero me despedir,
dizendo até nunca mais,
porque aqui todos dizimam.
Menos você,
que infiel se demonstra ser,
não seguindo o que prega Edir.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O Evangelho Maltrapilho - Brennan Manning

Por Carlos Chagas


Em O Evangelho Maltrapilho, Brennan ressalta o fato de que Jesus é amigo de publicanos e pecadores. Na expressão de um internauta brasileiro, o Evangelho Maltrapilho mostra que o céu estará pleno de “madalenas prostitutas”, “pedros negadores”, “mateus publicanos”, “ladrões da cruz ao lado” e “paulos guarda-objetos de apedrejadores de estêvãos”. Livro indicado para pessoas cansadas de uma espiritualidade consumista e superficial.

Para baixar o livro em PDF clique aqui.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Impostor que vive em mim - Brennan Manning

Por Carlos Chagas


No livro O Impostor Que Vive em Mim, Brennan Manning nos convida a abandonar a nossa “persona”, a nossa máscara para que assumamos a nossa real posição de pecadores filhos de Deus. Somos convidados a abandonar o papel de atores para então vivermos a nossa vida verdadeira.

Para baixar o livro em PDF clique aqui.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Obstinado Amor de Deus - Brennan Manning

Por Carlos Chagas

Em O Obstinado Amor de Deus, Brennan Manning procura mostrar que a grande busca no Evangelho deveria ser a simplicidade de vida em Cristo e seus valores, ao invés de títulos ou conhecimentos. Neste livro o autor convida o leitor a ouvir as batidas do coração do mestre em troca das simples perguntas de quem Ele é. Ainda segundo Manning, tal busca faz com que o leitor não só conheça o Autor da Vida melhor como também a si próprio melhor.

Para baixar o livro em PDF clique aqui.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Igreja com Política


Por Carlos Chagas

Certa vez li a seguinte frase: “Deus fez as pessoas; o diabo as junta”. Pensando na frase o mínimo que se pode entender é que talvez tal compreensão se dê pela desorganização que os seres humanos têm e compartilham entre si causando desconforto ao seu próximo. Mas foi pensando nesta desorganização é que nasceu a política, que é a imposição de regras à negociatas públicas trazendo maior habilidade no trato das relações humanas com vista à obtenção dos resultados desejados. Logo, política é buscar organização. 

Quanto a ser igreja? Sabemos que igreja é um ajuntamento de pessoas (mas que não compartilham da ideia da frase acima) as quais buscam um denominador comum. E como toda organização esta também possui sua política, conjunto de regras que a define melhor e a mantém organizada evitando qualquer corrupção. Esse conjunto de regras políticas possui diversas divisões com nomes tipo: Base de Fé, Teologia, Regimento Interno, etc. Todos, de forma interligada, traz um sentido e ordem, fazendo com que o grupo seja político, seja organizado, seja racional, seja, enfim, relacional, tanto entre homens como com Deus.

Ora, então se igreja é a tentativa de organização do mundo e política também a tentativa de organização do mundo pode-se dizer que igreja e política são em suma a mesma coisa? A resposta é não e saiba por que. A igreja busca um objetivo, que é Cristo e sua mensagem. A política, tal como conhecemos, busca um povo assistido com bases para a não-corrupção do mesmo.Ou seja, um procura um Ser para todos, outro procura todos para controle entre si. Um é organismo, outro é organização.

Afinal, aonde se quer chegar aqui? Eis o ponto: Durante todos estes dias temos visto evangélicos e católicos (cristãos em geral) defendendo, atacando, provando, caluniando dizendo e gritando tudo sobre política. Uns mais informados outros nem tanto. Todavia todos falando sobre as eleições do fim de semana. Entretanto, é lendo e tendo contato com tais investidas é que vemos ambas as instituições falharem em seus objetivos: Vemos os da igreja perdendo os objetivos da igreja por adotarem política demais e os da política deixarem seus ânimos se exaltarem e não praticarem a política (organização). São ataques em dois pesos e duas medidas, onde se ataca o inimigo com um critério que poderia ser o mesmo que me derrubaria; informações desencontradas que mais parecem golpes às cegas onde se calunia com ar de verdade, típico da imprensa brasileira, esta que é comprada por qualquer valor monetário, a busca por um herói ou heroína que conserte o Brasil de uma vez por todas, ideal este que chega a ser acreditado de fato por muitos esquecendo-se estes que tal crença morrerá semana que vem quando for percebido que tal sonho nasceu em outras eleições com outros candidatos.

Sonhar é bom e ser organizado também. E se você é igreja, tente ser politicamente correto, da mesma forma que se quer ser político tento sê-lo de forma neutra, sem histeria ou desonestidade, seja ela moral, intelectual, partidária ou qualquer outro. Lembre-se da história cristã no poder: Imperadores que criaram um Estado corrupto disfarçado de Igreja, de Papas que matavam por Deus, e, para não deixar o Brasil de fora, a CPI das sanguessugas, que possuía em sua integração mais de 50% da bancada de representantes evangélicos. Igreja deve ter política, deve ter organização, para que o povo não se corrompa. Pensando em Brasil, política é para este país, para que este seja beneficiado e não seu escolhido político. Não traia seu país como você está traindo Jesus Cristo, tirando sua Glória e poder, transferindo para um que, com mínimas, palavras, lhe promete algo que conquista sua confiança mais que o Salvador que lhe tirou do poço de Satã. Política se faz com honestidade, com ordem, decência e progresso, e não como se tem feito nestes últimos dias, onde todos falam e ninguém ouve ninguém. Aliás, muitos repetem o que nossos líderes têm feito: Ouvem, mas não escutam! Fingem se importar, todavia caminham os mesmos passos.

Agora é hora de ser igreja: Estude, escolha e vote. Depois ore para que o eleito seja fiel ao povo, não de forma partidária, mas de forma democrática, assim como manda nossa Constituição. Seja igreja, seja político. Seja uma igreja com política.

Uma homenagem ao meu amigo e considerado mais que irmão Amiel Abner que não só hoje mas sempre que possível me leva a refletir coisas além do meu intelecto. Obrigado por ser precioso! Abração. A Cristo Sua Glória.

Em resposta ao texto "Política x Igreja" de Amiel Abner.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Rapidinhas - 07 - Música não e filme sim

Por Carlos Chagas

Já percebeu que no meio evangélico se diz que não se pode ouvir músicas "mundanas" (ou seculares; que não são louvores evangélicos) e somente louvores evangélicos? Quando questionados os evangélicos defensores desta opinião alegam que as músicas mundanas são criação de Satã (linha de pensamento mais usada) e que as mesmas são usadas por ele para sua própria adoração. Ainda dizem que após ser expulso do céu Satanás passou de adorador de Deus para adorador de sua própria imagem e, por isso, deixou de entoar cânticos ao Senhor para enoar para si seus próprios cânticos.

Ainda sobre as músicas alguns dizem que estas não louvam ao Senhor, já que falam de uma realidade que descarta Deus. Tais músicas falam de drogas, prostituição, lascívia, brigas, oas quais prefiguram o pecado. Logo, quem escuta tais músicas estão suscetíveis a pecar ou já pecam por escutar músicas que (1) são criadas por Satanás e que (2) desviam o homem de sua finalidade, que é adorar a Deus.

Mas diante dessas afirmações nascem dúvidas como: (1) Por que músicas seculares não podem ser escutadas mas filmes seculares podem ser assistidos? (2) Por que músicas ditas evangélicas podem ter duplo sentido (falar de Deus ou da namorada usando pronomes e substantivos como "você", "ele", "meu amor"...) e as músicas seculares não? (3) Desde quando Satanás obteve poder de criação? (4) O que é adoração, já que se sabe que a adoração é uma real entrega a algo ou a alguém e que esta não é tão fácil assim...?


terça-feira, 23 de setembro de 2014

A ausência de empatia no Brasil, o grande mal

Por Carlos Chagas

Entender o porquê de um mundo violento não é dificuldade para ninguém. Até mesmo para o mais boçal dos humanos entender de forma simples e direta é algo praticável. Todavia entender a complexidade já é algo par especialistas. No entanto acredito que se a prática do mínimo contra a violência acontecesse o mal seria erradicado em grande maioria.

Nos últimos dias temos visto pais assassinarem seus filhos, filhos assassinarem seus pais, brigas entre vizinhos que levaram à morte, roubos, sequestros, corrupções, brigas mortais no trânsito, na escola, entre outros. E no fim de tudo o que se vê o a falta do mais simples: O AMOR PELO SEMELHANTE AO LADO. E quando digo semelhante até mesmo um frango se torna do homem, quando este disputa um lugar e forma de se viver assim como o homem. Assemelham-se na disputa de vida.

Para que seja entendido essa falta de amor é só pensar o seguinte: Quando se está com raiva de alguém (no trânsito por exemplo) e que vem a vontade ou o ato de xingar ou de partir para a agressão física, tal prática ou vontade viria à tona se se o outro fosse seu melhor amigo, Deus, ou alguém de consideração? O que quero dizer aqui é que muito se faz de mal àquele que em muito pouco se se importa. A falta de empatia é o grande mal do século.

Num Brasil que agora vive o problema da aglomeração exacerbada de pessoas em grandes centros urbanos a construção de moradias coletivas e concomitante a isso a queda de princípios cristãos, dentre eles, o de amor ao próximo, guerras e mortes são instauradas aumentando o mal no mundo. Em tempos onde a religião é em muito falada e em pouco praticada o que vemos é o crescimento da brutalidade entre os homens. E a forma mais simples de se acabar com este mal é seguir o 2º mandamento de Cristo. 

Talvez este seja o maior desafio aos missionários brasileiros e estrangeiros instalados aqui. Princípios de mutualidade devem ser revistos pelos brasileiros para que o mal não mais reine aqui.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Não exclusividade, mas singularidade

Por Carlos Chagas

Este artigo faz parte da série O que é ser cristão? Caso queira acessar o índice clique aqui.


É fato que a falta de compromisso com os princípios religiosos bem como a apatia social e falta de compromisso com o futuro fazem da religião algo descartável e, talvez, nunca necessário. Mas especificamente o cristianismo perde seu valor quando valoriza o poder, a agressividade, ambição do poder, sede do lucro, coisas comuns e tão aceitáveis pelos próprios cristãos dos dias de hoje que fazem desta religião, se a mesma for só isto, digna de destruição. 

Mas sabe-se que o cristianismo não é de tudo ruim. Ainda existem os que nele acreditam. E pelo fato deste ter saído na frente das demais religiões se adequando e adequando a modernidade passa a servir de modelo para as demais religiões que cedo ou tarde, também enfrentarão a modernidade. 


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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Diagnóstico auxiliar

Por Carlos Chagas

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A exemplo do cristianismo as demais religiões estão convidadas à resposta frente as necessidades da modernidade. No momento não é interessante que as religiões se fechem em isolamento espiritual, antes, como o cristianismo, deveria se ater às propostas modernas como forma de crescimento e para a autocrítica.

Diferente do que muitos pensam, modernidade não diz respeito apenas às mudanças estruturais, econômicas e sociais, mas uma nova forma de consciência. E se hoje existem uma nova consciência também a uma nova concepção para todas as coisas, dentre as quais se encontram as religiões. O cristianismo foi a primeira grande religião a debater com a modernidade, obtendo com isso um amadurecimento a duras penas, mas sem ser aniquilado do mundo. Da mesma forma, todas as demais religiões universais deveriam observar alguns pontos críticos como:

a- Sabe-se que no islamismo o Alcorão é inspirado literalmente (palavra por palavra) e que o mesmo é infalível. Diante disso, até quando serão sustentadas pelos islâmicos tais concepções uma vez que o Ocidente, devido às pesquisas modernas, constatou que no Alcorão contém muito material de origem posterior e ocasional incluindo uma história muito humana? Como conceber o tradicionalismo religioso do islã frente descobertas do tipo eletricidade, micróbios, satélites e conquista da lua, sabendo que esta última é o símbolo sagrado do islã?

Por que o islã não deveria poder incluir em seu sistema, em sua teologia, hoje estéril, mas altamente evoluída na Idade Média, as modernas conquistas científicas, técnicas, econômicas, culturais, políticas, que não se originaram dele? Em tempos onde a mulher ganha seu “lugar ao sol” como defender o tradicionalismo? E diante da autoridade civil e penal, que a cada dia descarta a autoridade do Alcorão, como subsistir ante este esfacelamento?

b- Grandes religiões como o budismo e hinduísmo, que pregam a cosmovisão cíclica, que pensam em círculo (eterno retorno) estão diante da crise instaurada: Como responder a um mundo que lê sua história de forma dialética na concepção de uma evolução linear? Até onde estas religiões não se passariam por ridículas com suas leis infalíveis do carma e do agir e da recompensa automática?

c- Até onde a teoria do hinduísmo sobre reencarnação e castas seria aceita? Num mundo que hoje se encontra ciente de que as castas, no fim de tudo, só servem para esconder a verdadeira realidade de que tudo pode sofrer mudanças tais concepções podem caducar.

d- Que dizer da concepção monástica que se isola e considera tudo irreal e ilusório se tornando tão passivo que chega a ser dispensável? Num mundo tecnocrático onde laboratórios, computadores, portas automáticas, economia global são uma realidade negar isso tudo é o mesmo que não acreditar no que é considerado irreal por tão latente e palpável que é.

e- Ainda que o neoconfucionismo chinês busque a harmonia dos homens por que ainda há hipervalorização do tradicionalismo, se foi este tradicionalismo o responsável pelos maiores problemas da China no início do século XX?


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terça-feira, 2 de setembro de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Rapidinhas - 06 - O homem, o macaco e o rato

Por Carlos Chagas


Certa vez disseram que a religião mente e que a ciência é exata nas afirmações. Mas por que ainda insistem em dizer que o homem veio do macaco se a ciência mostra que o gene mais próximo ao do humano é o do rato? Nas palavras de Nietzsche: “O macaco é demasiado simpático para que o homem descenda dele”.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

E se Deus voltasse à Terra para pegar o que é SEU?

Por Carlos Chagas

Muitos pastores, missionários e bispos dizem que fazem suas coletas de dízimos e ofertas para a casa do Senhor... e se o próprio Senhor viesse à Terra para colher esse dinheiro? O que será que aconteceria? Carlos Ruas, do site Um Sábado Qualquer, tentou expressar isto numa tirinha de HQ. Veja (clique na imagem para vê-la maior):


Retirado de: http://www.umsabadoqualquer.com/572-casa-do-senhor-2/

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Não há nivelamento

Por Carlos Chagas

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Talvez o melhor fosse esquecer neste momento as doutrinas de cada religião e partir para a vida concreta. E que há de concreto nas religiões apresentadas hoje são a quantidade de entidades, sejam de pessoas, deuses, seres, anjos ou forças, as quais, em suma, representam um politeísmo.

Não há como negar que tudo isso, no ponto de vista histórico, é riqueza, e que no ponto de vista religioso, para a conversão, é um nada. Nenhum cristão se tornará budista ao passear em Bancoc e nem um hindu se tornará um monoteísta ao visitar a Basílica de São Pedro.

Com o fenômeno das Ciências das Religiões comparadas o que se viu foi um destacamento das semelhanças das religiões e não suas contradições. Ora, o cristianismo, que diz ser a “religião do livro” não deveria o ser já que não se lava as mãos para ler a Bíblia como o islã o faz para com o Alcorão; o rio Jordão não é sagrado para o judaísmo como o Ganges o é para outras religiões. Roma não é tão santa para o cristianismo como é Jerusalém para o judaísmo ou Meca para o islã e “as cruzadas cristãs, além de não-cristãs, foram uma inutilidade”.

Se se observados os outros aspectos das religiões podem ser constatadas as diferentes formas dos profetas, desde um asceta hindu ao filósofo na Grécia, como também as formas de interpretações não só da vida no plano físico, mas também no plano metafísico, onde o “amor ao próximo” nem sempre é a mesma coisa para o taoísta ou em Zaratustra.

A sabedoria budista diz que as religiões são como mendigos cegos ao palparem o mesmo elefante: um pega-lhe na perna e julga-o uma palmeira; outro apalpa-lhe a orelha e imagina-o folha de palmeira; um 3º agarra-lhe a cauda e toma-o por uma corda; e nenhum deles abarca o elefante inteiro. Ou seja, a religião descreve apenas uma parte da divindade, a seu ponto de vista, dizendo que aquilo é a totalidade da divindade, sem saber da real e verdadeira totalidade do deificado. Eis o problema de se tomar uma palmeira por um elefante.

Apesar da descentralização por parte de uma religião apenas, não se pode negar que “vultos influentes” como Buda, Confúcio, Sócrates e Jesus revelaram possibilidades extremas, nas quais se encontram valores que perduraram por séculos e que são inquebráveis. Dignos de serem mitificados deixam também um problema com seu individual convite de aceitação: Como seguir todos ao mesmo tempo?

Agora, mais do que nunca, qualquer sentimento de superioridade advindo de um crente tradicional, seja qual for a religião, mostra que é egoísta e que pode até mesmo ter perdido seus conteúdos centrais da fé. Hoje, sabe-se demais a respeito das religiões para que algum dogmático cristão possa afirmar que as demais religiões são construções humanas arbitrárias, ou para que um hindu declare que todas elas são iguais, ou que um humanista secular promulgue que todas elas não passam de ópio do povo. 


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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Desafio Mútuo

Por Carlos Chagas

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Mais árduo se tornou o trabalho das religiões nesta era moderna. Não cabe à religião cristã rebaixar as demais e nem valorizá-las ao ponto da própria anulação. Além do mais, do ponto de vista esquemático, toda religião tem seu ponto negativo: O islã com sua veneração extremada de santos e amuletos; o taoísmo com suas magias, alquimia e elixires vulgares, além de pílulas da imortalidade; elementos arcaicos advindos do confucionismo, taoísmo e budismo; um hinduísmo no qual tudo é possível; um cristianismo de teoria altruísta e de práticas egoístas. 


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terça-feira, 29 de julho de 2014

Rapidinhas - 05 - O homem... sempre o mesmo

Por Carlos Chagas


Quanto mais evoluímos na tecnologia, ciência e indústria mais regredimos na ética e moral. Em que somos melhores que nossos antepassados? Perceba: o homem é o mesmo sempre, o que muda é sua tecnologia.

terça-feira, 22 de julho de 2014

A questão da Homofobia

Por Carlos Chagas

Vivemos um tempo em que a aceitação dos homossexuais deve acontecer. A cada dia que passa os homossexuais ganham mais credibilidade na sociedade adquirindo, de forma ampla, seus direitos enquanto uma classe. Não obstante outras classes, dentre elas alguns cristãos, procuram de forma veemente condenar tais pessoas de orientação homossexual.

É diante desta tentativa de condenação dos homossexuais por parte de alguns cristãos que percebo o quanto a leitura bíblica e sua interpretação está tão desencontrada. Textos como Lv 20.13, que condenam a prática homossexual entre homens, são muito usados por religiosos para então condenarem os mesmos, com a alegação de que o homossexualismo é abominação e que, segundo este trecho bíblico, deve ser observado e seguido "à risca", ou seja, não mais podem haver práticas homossexuais, pois é abominação ao Senhor. Utilizando-se desta mesma forma de interpretação dos textos bíblicos não mais poderemos aceitar uma mulher, em seu período menstrual, tocar coisas que os demais tocam, pois se assim for, todos estarão imundos até à tarde e deverão se retirar do contato com os demais devido à imundícia (Lv 15.19-30). Ainda sobre o AT, se este condena o homossexualismo com uma simples interpretação literal do texto o mesmo permite a venda de sua filha como escrava (Ex21.7-8). Ou seja, quem tem 8 filhas terá sucessos econômicos!!!

Não paramos aqui. Se formos ler o AT como se lê de forma descompromissada com a cultura vigente e com os milênios que nos separam e com a contextualização que deve ser feita, aceitaremos a escravidão, que é defendida não só no AT mas no NT também (Paulo é um na epístola de Filemon). O que quero destacar é o total descaso destes cristãos que dizem saber demais de Bíblia, mas no quesito interpretação, são nota 0. Sinto dizer que com essa má interpretação o que estes cristãos conseguem é mais a promoção dos homossexuais devido à sua falta de intelecto que a promoção da ordem culturalmente já aceita com interpretações forçadas, sem compromisso com a teologia judaica e sem credibilidade religiosa ou histórica com o AT.

Mas o que fazer?

Não cabe ao cristão proibir o homossexual de sê-lo, nem proibir os mesmos de praticar tais atos. O Evangelho, segundo Cristo, é para se viver e, como consequência desta vivência, todos se contaminarão de amor, ao ponto de abandonarem tais práticas. Não posso dizer que tais práticas (as homossexuais) são erradas, mas que no presente, no mínimo, não são sadias devido à visão teológica cristã de hoje.

Assim como as mulheres e os negros passaram a ter nomes e liberdade respectivamente, assim também será a causa homossexual. Mas é diante disso que a teologia cristã deve se abrir ao diálogo: Até onde ambas andarão, as pedidas dos homossexuais e a teologia cristã se reformando, onde um não destruirá o outro? Também não cabe ao adepto ao homossexualismo atacar a teologia cristã querendo destruí-la pois se assim for, seus próprios ideais se demonstram falhos nas práticas.

Por fim, cabe aqui uma consideração: Que não haja brigas e nem ofensas, mas educação ou orientação. Cabe expor, a ambos os lados, os caminhos a seguir e o fim de cada um. É no sentar com o diferente e excluído que nasce a vida e o agrado a Deus (João 4)!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Bíblia João Ferreira de Almeida para celular com Android

Por Carlos Chagas

Interessando em uma Bíblia para seu celular com Android? Experimente essa João Ferreira de Almeida Atualizada.

Para baixá-la clique aqui.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Tirinha: "Deus, passe minha filha no vestibular" serve de reflexão

Por Carlos Chagas

Quando dizem que crescemos com críticas não é à toa. Faz anos que sigo o site Um Sábado Qualquer e, apesar de serem críticas à religião, é com elas que me edifico tentando ser alguém melhor do que simplesmente pensam.

Já faz algum tempo que vi esta tira abaixo e passei a pensar muito na mensagem dela. Será que valorizamos Deus e sua vontade ou só o que Ele pode nos oferecer? E se o "não" vier a mim, será que não trocarei de "Deus"?

Clique na imagem para visualiza-la melhor:



Imagem retirada do link a seguir: http://www.umsabadoqualquer.com/1104-reza/

terça-feira, 1 de julho de 2014

Identificando falsos profetas nos dias de hoje

Por Carlos Chagas

Procurando algo na internet sobre os falsos profetas acabei tendo contato com um texto em espanhol chamado "¿Cómo reconocer a los falsos profetas?" do Juan Stam, teólogo latino-americano. Após lê-lo resolvi resumi-lo e aplicá-lo na nossa realidade brasileira, que ao que que parece, está cheia de "falsidades proféticas"!

Para ler o texto original clique aqui.

Identificando falsos profetas nos dias de hoje

1- Profecia não é previsão do futuro

O grande mal dos dias de hoje está em acreditar que profecia é a descoberta ou predição do futuro. No Brasil, devido a carência de transformações sociais que englobem a grande massa populacional para algo melhor, o que se vê são estas pessoas se inclinarem ao sonho ou desejo de que tal "bênção" aconteça em suas vidas. E, na dependência de tal milagre ninguém melhor ou maior para que isso venha acontecer do que Deus se prontificando para tal. Levando em consideração que o Brasil é um país religioso pode-se esperar que a inclinação do povo para a crença de que Deus pode fazer tal coisa é grande e que devido a corrupção em índices alarmantes no país pode levar alguns "profetas" às mesmas práticas corruptas também é fato.

No que diz respeito à crença do povo de que profecia é predição futura, vale lembrar que nenhuma forma melhor de se analisar a profecia cristã do que pela luz bíblica ainda foi descoberta. Ou seja, a análise do que seja profecia pela leitura bíblica ainda é a melhor das ideias. E é nesta análise que se descobre que em 100% das profecias bíblicas apenas 5% são preditivas e que as 95% das profecias são voltadas para a ética visando o 100% de cunho religioso e ético. Além do mais, toda profecia dita bíblica visa uma única coisa: Conserto e obediência e não o futuro propriamente dito.

Profetas que dizem ter a fórmula para o futuro ou que possuem mensagens que não vão além da predição ficando aquém do conserto devem passar por uma análise bíblico-teológica o quanto antes. Muitos deles não subsistirão (predição do futuro?).

2- Conhecimento da realidade em que se vive

Outro grande detalhe que se percebe em um profeta é o seu vasto conhecimento da nação na qual se vive, não só em detalhes históricos, mas também em economia, educação, cultura, política e religião. Nas palavras de Stam "Os profetas eram sociólogos, economistas e cientistas políticos de seu tempo, embora a inspiração divina foi mais do que apenas isso." E devido a tal conhecimento o profeta tinha a possibilidade de interpretar a situação em que seu povo vivia e, por conseguinte, lançar de antemão o resultado futuro de tudo que a atualidade apresenta. A predição futura se baseia no passado da nação para o profeta. Não é adivinhação, é interpretação.

Diante disso, quais deveriam ser as três perguntas para se analisar uma profecia? As 3 poderiam ser:

Qual é a base de análise histórica da profecia? 
Que atitude assumir diante da realidade? 
Quais medidas devem ser tomadas para a mudança?

Profecia não é especulação. Tem conexão com a história. O mero adivinhar tem mais ligação com o demônio que com Deus (At 16.16-18). A profecia tem sentido de conserto, de exortação com fins de consolação para uma vida melhor. Falar só do futuro não é o objetivo.

3- A profecia/profeta incomoda a ordem vigente corrupta

No AT os falsos profetas eram acomodados com o sistema vigente. Os verdadeiros profetas devido à honestidade e coragem perturbavam a ordem natural do reino passando a serem considerados Perturbadores do Reino (1Rs 18.17). Muitas profecias hoje não passam de sedativos e não perturbam ninguém muito menos os poderosos corruptos. Ainda no AT profetas como Micaías ben Inlá (1Rs 22) foi posto numa cadeia a viver de pão e água só porque não anunciou o que o rei queria ouvir, assim como era feito pelos profetas dos Tribunais Oficiais. Amós, após ofender os poderosos de Samaria foi removido do Reino Norte. Jeremias, por ter falado contra o sistema do Reino Norte e por ter predito o fim dos profetas corruptos quase morreu por vezes e ainda sentiu na pele a injustiça por ser justo.

Se uma análise for feita mais a fundo perceber-se-á que os profetas mais denunciaram pecados, corrupções e injustiças que predisseram o futuro. Além do mais, se esta análise for feita mais incisivamente se constatará que a maior parte do que chamamos de profetas nos dias de hoje não se preocupam com a real transformação do planeta ou nação como eram os profetas do AT. A preocupação com o próprio status, conceitos e títulos e também o interesse pela pacificidade do movimento profético torna tudo hoje em dia algo prejudicial. Poucos na igreja hoje aceitariam uma pessoa, chamada de profeta derribar mesas de DVD's e CD's gospels de dentro das igrejas e muito menos falar mal da igreja. Na atualidade seria escândalo um profeta desejar o fechamento de emissoras de TV's e Rádio de cunho evangélico porque as mesmas trazem pornografias, assuntos torpes e porque as quais não se objetivam na real proposta do Evangelho. Tudo isso é visto como escândalo assim como era na época do AT quando profetas falavam mal de reis e dos demais profetas oficiais.

Talvez a maior diferença entre os verdadeiros profetas do AT com os profetas atuais seja a forma de se tratar uma pessoa, principalmente quando esta insiste em não seguir a vontade divina. Ser um profeta e não ofender ninguém é o mesmo que ser um falso profeta. A função deste é incomodar e não ser aceito já que seu caminho é oposto do caminho errado. Na TV o que se vê é um amontoado de profetas que dizem ter a Palavra de Deus, mas tais profecias são vazias e desconectas da realidade, não se objetivando a uma transformação eficaz do meio de convívio. Aliás, há tantos profetas de "meia tigela" que o povo acostumou a escutá-los e a aceitar sua "divinas palavras". "Deus manda te falar que tem uma obra em sua vida", "vivemos um tempo profético", "adore profeticamente", "façamos uma marcha profética", "toquemos o Shofar profético" e outras frases são típicas no Brasil e que mostram que ao mesmo tempo em que tudo é profético nem tudo retrata a vontade de Deus e nem sempre suas palavras são anunciadas.

4- Tempos proféticos nada proféticos

Comparando os tempos de Jeremias e de outros profetas com a atualidade fica fácil perceber quantos que dizem "eu tenho a palavra profética de Deus" ou "o Senhor me disse" quando o que se vê são palavras vãs e o uso do nome de Deus em vão. Os tempos são iguais. O uso do nome de Deus está tão saturado que as contradições são exageradas. Ao mesmo tempo que um funda uma igreja humilde dizendo que Deus quer a pobreza e a humildade no meio de seu povo outro diz que Deus quer a fartura e a riqueza já que "tudo que Jesus conquistou na cruz é direito nosso e nossa herança".

Hoje há tanta unção no meio cristão que agora o óleo ungido, que antes era para o uso apenas em enfermos, agora é usado para ungir carros, casas, ruas, etc. Decreta-se que o bairro "é do Senhor Jesus" enquanto que o amor, que deve ser praticado, fica em segundo plano. Marchas proféticas, por ordem da vontade de Deus, mencionadas pelos profetas das igrejas, buscam converter o bairro mediante a imposição de mãos em troca do amor e da inclinação à necessidade do bairro. Gasta-se centenas ou milhares de reais para custear o palco, o carro de som, as camisas, o aluguel de ônibus, a fotografia, a filmagem, os balões, a banda evangélica que não vem de graça, os instrumentos, os foguetes enquanto que pouco se despende para as reais necessidades da comunidade como varrer ruas, pintar paredes, assistir a uma família, lavar roupas de uma idosa ou idoso, etc. Daí nasce a pergunta: O que há de profético nisso?

5- Sendo profeta contra a vontade: Por quê?

Diferente dos profetas oficiais, que recebiam salário e que não iam contra os poderosos pois custariam-lhes o emprego, os profetas de Deus geralmente recusavam o cargo (Moisés, Jeremias, Isaías, etc) e nem recebiam dinheiro por sê-lo. Não tinham privilégios em seus ofícios e nem lutavam por um "ranking" no Reino como era para os profetas oficiais (falsos). Diferente desta época, hoje o que se vê é desde cursos para profetas como vagas para os mesmos nas igrejas, bem como um clamor para que os mesmos surjam. Agora, e se surgir um profeta que não diz o que se quer ouvir? Quanto tempo este durará na igreja?

Nos dias atuais o mesmo efeito advindo das profecias dos antigos falsos profetas é visto nos atuais: Manipulação do povo e, se possível, de Deus, luta pela hegemonia, poderes e status, pacificidade na igreja, ostentação do orgulho e da injustiça e desinteresse pela causa divina. Tanto é que isso é verdade que dentro de uma igreja raramente se vê o povo sair abalado com uma palavra vinda realmente de Deus. Se antes o tremor e temor existia não só para se entregar a profecia como para escutá-la também, hoje falar em nome de Deus já é algo extremamente comum nos cultos e o crente sai de lá como entrou. E o pior: Muitas vezes o pregador (profeta) fala coisas que, se qualquer um que seja íntimo do mesmo for questionado, confessará que o mesmo nem mesmo acredita naquilo.

Mas ser profeta vai além disso. É se inclinar ao crescimento do Reino de Deus, que não começa nos céus, mas aqui e agora. É chorar de medo pela própria vida, mesmo crendo que tal profecia, se entregue, ainda que o mate, é a melhor opção. É perceber o que é regozijar muito das vezes acompanha o choro e o medo da morte, ainda que com cheiro de vida. É crer que sua vontade é pequena, mesmo que certa diante de Deus, mas que precisa de um tempero divino.

Palavras conclusivas ( uso as palavras de Juan Stam):

O discernimento entre profetas verdadeiros e falsos profetas é um dos problemas mais difíceis da teologia e da vida cristã. Não há fórmulas mecânicas ou critérios inalterados, todos têm algumas exceções, incluindo aquelas que levantamos aqui. Essa é a liberdade de Deus para agir onde, quando e como ele quer. Mas eu acredito, e tenho visto, que estas orientações nos colocam em guarda contra abusos do ofício profético. No final é um ato de fé, na convicção honesta do coração de cada pessoa, aceitar ou não uma suposta profecia. Mas somos obrigados a escolher, e eu acho que a maior é o perigo de acreditar e seguir uma falsa profecia que possivelmente mantêm reservas saudáveis ​​sobre uma profecia incerta, embora possa ser verdade. Nesse caso, Deus ainda pode falar conosco e nos guiar para uma maior certeza.