terça-feira, 1 de junho de 2010

O que é sofisma?

Por Carlos Chagas

Sofisma, segundo a filosofia, é um suposto raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis. Possui caráter absurdo nas premissas da verossimilidade e, por definição, tem por objetivo, dissimular uma ilusão de verdade aparentando seguir normas de lógica.

Para Platão um sofista é um "um impostor, caçador interessado em jovens ricos, comerciante didático e atleta em combate verbalístico ou erístico, purificador de opiniões, mas também malabarista de argumentos, mais verosímeis do que verdadeiros, mais sedutores do que plausíveis".

Geralmente o sofisma tem ar de argumento inteligível e sábio, mas que na verdade, se demonstra não-compreensível ao mesmo tempo que é uma espécie de falácia ou golpe intelectual. Este é muito ligado à matemática.

Exemplos de sofismas:

Deus teria poder suficiente para criar uma pedra tão grande e pesada, que Ele mesmo não consiga carregar?

  • Se sim ele não é Todo-Poderoso porque não carregará a pedra. Se não ele não é Todo-Poderoso porque não consegue criar algo. Logo, Deus não é Todo-Poderoso. Aí o erro: O sofisma não aceitou a idéia de ser Deus Todo-Poderoso, uma vez que o nega nas entrelinhas. Se Deus não é Todo-Poderoso, para o sofista, para que então a pergunta?
Se Corisco é outra coisa e não um homem, é outra coisa que não ele mesmo, pois é um homem.

  • No círculo vicioso prova-se uma coisa por meio de outra e esta por meio da primeira. Sendo assim, cria-se um nó no raciocínio de quem lê dando a impressão, num primeiro momento, de que a tese está correta, mas que, num segundo momento, está errada. Neste sofisma, o sofista anulou a existência do Corisco, não o definindo como homem e nem como outra coisa. Isso não é possível porque o Corisco existe e assim sendo necessita de identidade. Parece que no final ele é conceituado como homem, o que não é possível já que no meio da afirmação ele é negado como sendo homem.

 Os sofismas são muito usados para derrubar idéias de outrem. Geralmente é visto publicamente em discussões sobre religião, política, filosofias, etc. Neste jogo de saber vence na argumentação quem for mais esperto intelectualmente.

Referências para mais pesquisas: